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Submissões Recentes

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Do papel à consciência: desenvolvendo a competência de responsabilidade e cidadania por meio da escrita da redação modelo ENEM : caderno de atividades para o 1º e 2º anos do ensino médio
(Imperial Editora, 2025) Rodrigues, Tamires Marcello; Neves, Rogério da Costa
O ensino da escrita de textos dissertativo-argumentativos no Ensino Médio exige não apenas o domínio da estrutura exigida pelo ENEM, mas também o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes. Nesse contexto, surge a necessidade de repensar as práticas pedagógicas em redação, integrando teoria e prática de forma que os alunos construam argumentos sólidos e consciência cidadã. Essa reflexão resultou na produção de um conjunto de três “laboratórios de redação”, voltadas para turmas do Ensino Médio, reunidas no material digital “Do papel à consciência: desenvolvendo a competência de responsabilidade e cidadania por meio da escrita da redação modelo ENEM”, voltado para professores de Língua Portuguesa e Redação do Ensino Médio. O produto é estruturado em duas partes: uma fundamentação teórica, que oferece subsídios sobre ensino da escrita, argumentação e desenvolvimento de competências previstas na Base Nacional Comum Curricular — como pensamento crítico, argumentação, comunicação e responsabilidade/cidadania — e os roteiros das sequências didáticas, que propõem atividades práticas para aplicação direta em sala de aula. Os laboratórios de redação contam com repertórios socioculturais variados — músicas, vídeos curtos, obras literárias e reflexões de pensadores — com o objetivo de provocar nos alunos a reflexão sobre questões atuais da sociedade e desenvolver sua capacidade argumentativa. As atividades foram pensadas para estimular o protagonismo estudantil, respeitar a diversidade presente em sala e integrar a análise crítica com o aprendizado da estrutura da redação modelo ENEM. Como complemento da dissertação de mestrado intitulada “Diálogos sociais nas aulas de redação. (re)pensando o futuro”, o material busca oferecer uma experiência pedagógica contextualizada, capaz de contribuir para a formação de estudantes críticos, conscientes e preparados para os desafios sociais e acadêmicos contemporâneos.
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Diálogos sociais nas aulas de redação: (re)pensando o futuro
(2025) Rodrigues, Tamires Marcello; Neves, Rogério da Costa
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) consolidou-se como o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil. A avaliação é composta por quatro áreas do conhecimento e pela produção de um texto dissertativo-argumentativo, que possui grande peso na nota final e, consequentemente, na aprovação. Nesse cenário, a redação assume papel de destaque, exigindo dos estudantes não apenas domínio da estrutura textual, mas também capacidade de reflexão crítica sobre temas de relevância social, política e cultural, selecionados anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Diante disso, observa-se que as escolas e cursos preparatórios têm investido fortemente em aulas específicas para a produção textual no modelo do ENEM. Contudo, essa prática, muitas vezes, limita-se à reprodução de fórmulas estruturais, sem explorar de modo mais amplo o potencial formativo desses debates. É nesse ponto que se insere a presente pesquisa, a qual tem como pergunta de pesquisa: De que forma as aulas voltadas para o ensino da redação modelo ENEM se configuram na perspectiva de professores e alunos? O objetivo geral consiste em incentivar o uso dessas aulas como espaço de diálogo sobre questões sociais, indo além da abordagem expositiva tradicional. Os objetivos específicos incluem refletir sobre a relevância dessas práticas no ensino médio, analisar o papel dos debates temáticos na formação crítica dos estudantes e propor a criação de uma apostila de apoio para professores. A pesquisa foi desenvolvida com base na metodologia design-based research (DBR), que articula perspectivas qualitativas e quantitativas, visando tanto a compreender as dificuldades de docentes e discentes quanto a propor melhorias. Assim, espera-se contribuir para a construção de um processo de ensino-aprendizagem mais crítico, participativo e significativo.
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Corpos que falam: reflexões sobre a educação psicomotora no contexto da inclusão de alunos com TEA e o papel do mediador
(2025) Santos, Alessandra Guimarães dos; Loureiro, Celia Regina Nonato da Silva
Este estudo, de natureza qualitativa, apresenta um relato de experiência centrado na prática de mediação escolar com um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), à luz da Psicomotricidade e de uma pedagogia humanizada. O objetivo foi refletir sobre os efeitos formativos da mediação no contexto da inclusão escolar, considerando as múltiplas dimensões da comunicação, da autonomia e do vínculo afetivo. A partir da vivência da mediadora, são descritas estratégias como o uso da música, da arte, de materiais sensoriais e da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que ampliaram o repertório expressivo do estudante e favoreceram sua participação ativa na escola. A análise reflexiva evidenciou o corpo como mediador da aprendizagem, a mediação como experiência ética e relacional, e a importância de práticas que valorizem a singularidade e a escuta sensível. O estudo contribui para o debate sobre a inclusão efetiva ao dar visibilidade às práticas pedagógicas que, a partir do cotidiano escolar, constroem caminhos possíveis para o pertencimento e o desenvolvimento integral de estudantes com TEA.
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Método alternativo no ensino de acústica com alunos TEA : uma proposta de aula com tubos sonoros recicláveis
(2025) Abreu, Felipe Gustavo Silva de; Santos, André Luís Tato Luciano dos
Este estudo delineia uma proposta de atividade experimental para a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em aulas de Física sobre ondas sonoras no contexto do ensino regular. O crescente número de diagnósticos de TEA nas escolas exige a formulação de estratégias de ensino que contemplem suas particularidades sensoriais e cognitivas. O trabalho tem como objetivo principal a elaboração de um programa de estimulação que enfatiza a autorregulação e o desenvolvimento de funções executivas, integrando esses elementos ao ensino do conteúdo de Acústica. A abordagem adota uma perspectiva multissensorial, projetada para acomodar tanto perfis hipossensíveis quanto hipersensíveis, assegurando a participação efetiva de alunos neurodivergentes e não neurodivergentes numa mesma dinâmica de aula. A metodologia operacionaliza esta proposta através da construção e utilização de tubos sonoros de policloreto de vinila (PVC) reciclável, cortados com medidas precisas para emitir notas musicais específicas. Estes instrumentos de baixo custo funcionam como o elemento central de uma prática investigativa, na qual todos os alunos manipulam os tubos para visualizar e compreender princípios físicos como a relação entre o comprimento do tubo e a frequência do som produzido. A sequência de atividades incorpora exercícios estruturados de estimulação cognitiva, que são realizados em um ambiente compartilhado para fomentar a cooperação entre os pares, cabendo ao professor o papel de mediador do processo. Como resultados antecipados, a atividade demonstra que a experimentação concreta com os tubos sonoros torna os conceitos abstratos da ondulatória mais acessíveis, ao mesmo tempo em que as tarefas de autorregulação oferecem suporte aos discentes com TEA para o gerenciamento de sua atenção e funções executivas durante a tarefa. A natureza multissensorial da intervenção mostra potencial para mitigar barreiras atencionais e sensoriais, captando o interesse dos estudantes através de múltiplos canais perceptivos. A conclusão do estudo aponta que a aplicação desta atividade fornece ao professor de Física um recurso pedagógico tangível e replicável para fomentar a inclusão, permitindo-lhe identificar tanto os desafios quanto às capacidades dos alunos com TEA no contexto da sala de aula regular. A experiência bem-sucedida com os tubos de PVC estabelece um paradigma metodológico que o educador pode adaptar e estender para o ensino de outros tópicos da Física na Educação Básica, contribuindo assim para a consolidação de um ensino de ciências mais equitativo e acessível.
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A criação de zonas de indeterminação na velhice a partir de vivências psicomotoras: memórias em movimento
(2025) Conceição, Marcelo Miguez da; Moraes, Cristie Campello de
O presente artigo explora a criação de "zonas de indeterminação" na velhice através de vivências psicomotoras na Oficina de Psicomotricidade, Arte e Memória da UNATI (NUCEH-UERJ). Inspirado pela filosofia de Henri Bergson, o estudo investiga como atividades que envolvem memória, arte e movimento podem desautomatizar comportamentos e padrões emocionais em pessoas velhas, promovendo alegria e liberdade. Através de estudos de caso detalhados, o presente artigo demonstra como o trabalho sobre a memória pode ressignificar e cultivar vitalidade. A pesquisa, que combina as abordagens cartográfica e narrativa, conclui que a Psicomotricidade oferece um caminho valioso para a autonomia e o bem-estar na velhice, desafiando estereótipos e revelando a capacidade dos velhos de se reinventarem. Como fontes bibliográficas, o artigo apresenta conceitos advindos de Bergson e autores da Psicomotricidade como: Aucouturier, Lapierre, Campello e Ribas, cujas obras enriqueceram a análise com perspectivas específicas sobre o desenvolvimento psicomotor e a intervenção a partir da Gerontopsicomotricidade.