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Submissões Recentes

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Aquarela viva: a arte dos pigmentos no ensino de ciências e biologia: oficinas de experimentações artísticas
(2025) Simões, Dayana Maria Silva; Caramaschi, Fabiana Pellegrini
O produto educacional “Aquarela Viva: a arte dos pigmentos no ensino de Ciências e Biologia” propõe o desenvolvimento de três oficinas integradas que articulam ciência, arte e cultura por meio da exploração dos pigmentos vegetais. As atividades foram planejadas para favorecer a aproximação entre estudantes e plantas, enfrentando o desafio da impercepção botânica e estimulando aprendizagens significativas a partir da experimentação e da criação artística. A proposta apresenta uma abordagem transdisciplinar que valoriza o diálogo entre os saberes científicos e os conhecimentos tradicionais, convidando os participantes a refletirem sobre o papel das cores, dos vegetais e dos territórios na construção da vida e da cultura. As oficinas incluem experimentos de cromatografia, variação de pH, produção de tintas naturais e aquarelas, culminando em uma aula-passeio à Aldeia Maraká’nà, onde a experiência se amplia pelo encontro com práticas e saberes indígenas. O material oferece ao docente um roteiro, com objetivos, etapas, sugestões de discussão e avaliação, permitindo sua aplicação em diferentes contextos escolares. O produto busca inspirar professores de Ciências e Biologia a desenvolverem práticas criativas e sensíveis, nas quais a experimentação desperte o pensamento crítico, o pertencimento e o encantamento com o mundo natural.
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Percepções acerca da disputa do samba-enredo de 2025 no Grêmio Recreativo Escola de Samba Império da Uva
(2025) Galardo, Leonardo Campos; Oliveira Junior, Mauro Cordeiro de
O presente trabalho é um esforço de compreensão de como ocorre o processo de escolha do samba-enredo para o desfile em uma escola de samba da Série Prata do carnaval carioca, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Império da Uva. Partindo da contextualização histórico-social acerca da origem e do desenvolvimento do samba carioca e das escolas de samba enquanto instituição, considerando o espaço da escola de samba como campo de disputa e de socialização, esta pesquisa utiliza das categorias de campo e capital, tomadas do sociólogo francês Pierre Bourdieu para analisar por meio da observação participante quais as mobilizações desse espaço social. Correlacionando teoria social e o campo de observação participante é possível perceber as diversas formas de capital necessárias para se manter, e vencer, uma disputa de samba-enredo. O trabalho por fim argumenta que o campo da disputa de samba-enredo se organiza a partir de uma lógica de capital múltiplo, sendo mais importante, para que uma parceria ganhe, a capacidade de equalizar capital econômico, capital social, capital simbólico e qualidade musical da obra apresentada.
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Abelhas nativas sem ferrão e educação ambiental: uma proposta de ensino inclusivo
(2025) Carneiro, Tayane Febrone; Fraga, Aline Simões
O presente trabalho propõe o desenvolvimento de um produto educacional voltado à Educação Ambiental, tendo como eixo temático as abelhas nativas sem ferrão e sua importância ecológica. A proposta surgiu da vivência em projetos de divulgação científica e extensão universitária, e busca aproximar o tema da biodiversidade da realidade escolar por meio de experiências multissensoriais. Fundamentado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), nas diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental e em referenciais da neuroeducação, o estudo apresenta uma sequência didática que estimula o aprendizado ativo, o encantamento e a sensibilização dos alunos diante dos desafios socioambientais contemporâneos. A integração entre ciência, ludicidade e sensorialidade é apresentada como estratégia de ensino que favorece a inclusão, a curiosidade e o protagonismo discente, promovendo a alfabetização ecológica e o desenvolvimento de valores voltados à sustentabilidade. Embora o produto não tenha sido testado, demonstra potencial de aplicação em diferentes contextos escolares e contribui para a formação de cidadãos conscientes, críticos e comprometidos com a conservação da biodiversidade e o equilíbrio ambiental.
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Do papel à consciência: desenvolvendo a competência de responsabilidade e cidadania por meio da escrita da redação modelo ENEM: caderno de atividades para o 1º e 2º anos do ensino médio
(Imperial Editora, 2025) Rodrigues, Tamires Marcello; Neves, Rogério da Costa
O ensino da escrita de textos dissertativo-argumentativos no Ensino Médio exige não apenas o domínio da estrutura exigida pelo ENEM, mas também o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes. Nesse contexto, surge a necessidade de repensar as práticas pedagógicas em redação, integrando teoria e prática de forma que os alunos construam argumentos sólidos e consciência cidadã. Essa reflexão resultou na produção de um conjunto de três “laboratórios de redação”, voltadas para turmas do Ensino Médio, reunidas no material digital “Do papel à consciência: desenvolvendo a competência de responsabilidade e cidadania por meio da escrita da redação modelo ENEM”, voltado para professores de Língua Portuguesa e Redação do Ensino Médio. O produto é estruturado em duas partes: uma fundamentação teórica, que oferece subsídios sobre ensino da escrita, argumentação e desenvolvimento de competências previstas na Base Nacional Comum Curricular — como pensamento crítico, argumentação, comunicação e responsabilidade/cidadania — e os roteiros das sequências didáticas, que propõem atividades práticas para aplicação direta em sala de aula. Os laboratórios de redação contam com repertórios socioculturais variados — músicas, vídeos curtos, obras literárias e reflexões de pensadores — com o objetivo de provocar nos alunos a reflexão sobre questões atuais da sociedade e desenvolver sua capacidade argumentativa. As atividades foram pensadas para estimular o protagonismo estudantil, respeitar a diversidade presente em sala e integrar a análise crítica com o aprendizado da estrutura da redação modelo ENEM. Como complemento da dissertação de mestrado intitulada “Diálogos sociais nas aulas de redação. (re)pensando o futuro”, o material busca oferecer uma experiência pedagógica contextualizada, capaz de contribuir para a formação de estudantes críticos, conscientes e preparados para os desafios sociais e acadêmicos contemporâneos.
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Diálogos sociais nas aulas de redação: (re)pensando o futuro
(2025) Rodrigues, Tamires Marcello; Neves, Rogério da Costa
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) consolidou-se como o principal meio de acesso ao ensino superior no Brasil. A avaliação é composta por quatro áreas do conhecimento e pela produção de um texto dissertativo-argumentativo, que possui grande peso na nota final e, consequentemente, na aprovação. Nesse cenário, a redação assume papel de destaque, exigindo dos estudantes não apenas domínio da estrutura textual, mas também capacidade de reflexão crítica sobre temas de relevância social, política e cultural, selecionados anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Diante disso, observa-se que as escolas e cursos preparatórios têm investido fortemente em aulas específicas para a produção textual no modelo do ENEM. Contudo, essa prática, muitas vezes, limita-se à reprodução de fórmulas estruturais, sem explorar de modo mais amplo o potencial formativo desses debates. É nesse ponto que se insere a presente pesquisa, a qual tem como pergunta de pesquisa: De que forma as aulas voltadas para o ensino da redação modelo ENEM se configuram na perspectiva de professores e alunos? O objetivo geral consiste em incentivar o uso dessas aulas como espaço de diálogo sobre questões sociais, indo além da abordagem expositiva tradicional. Os objetivos específicos incluem refletir sobre a relevância dessas práticas no ensino médio, analisar o papel dos debates temáticos na formação crítica dos estudantes e propor a criação de uma apostila de apoio para professores. A pesquisa foi desenvolvida com base na metodologia design-based research (DBR), que articula perspectivas qualitativas e quantitativas, visando tanto a compreender as dificuldades de docentes e discentes quanto a propor melhorias. Assim, espera-se contribuir para a construção de um processo de ensino-aprendizagem mais crítico, participativo e significativo.