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Submissões Recentes
Labuta: manual
(Imperial Editora, 2026) Santos, André de Paula; Bevilacqua, Gabriela Dias
Este jogo é o produto educacional desenvolvido como parte dos requisitos para a conclusão do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica. Labuta é um jogo de tabuleiro educacional cooperativo para até 6 jogadores que auxilia no aprendizado de Matemática Financeira ao mesmo tempo em que propõe situações onde os jogadores vivenciam conflitos típicos do mundo do trabalho, levando-os a refletir sobre os impactos do modo de produção capitalista sobre a sociedade e o meio ambiente. Foi feita uma pesquisa aplicada qualitativa visando o desenvolvimento experimental do jogo. O estudo foi feito com ênfase no ensino de Matemática Financeira para estudantes do Ensino Médio Integrado do curso Técnico em Administração do Colégio Pedro II, campus Tijuca. Buscou-se alinhar o conteúdo matemático abordado ao Projeto Político Pedagógico Institucional do Colégio Pedro II para a disciplina de Matemática Financeira do referido curso, e a ambientação do jogo foi inspirada na legislação trabalhista brasileira e em situações vivenciadas por muitos trabalhadores em suas rotinas. O protótipo do jogo foi avaliado por professores de Matemática Financeira e de outras disciplinas técnicas do curso, de modo a evidenciar os aspectos do jogo que poderiam ser melhorados. Após a análise dos resultados, o jogo foi reelaborado e Labuta foi finalizado como produto educacional. As avaliações dos professores participantes da pesquisa indicaram potencial pedagógico relevante.
Jogos de tabuleiro no ensino de matemática financeira: uma proposta para a Educação Profissional e Tecnológica
(2026) Santos, André de Paula; Bevilacqua, Gabriela Dias
A presente pesquisa se propõe a analisar como é possível utilizar jogos de tabuleiro como ferramenta didática para incentivar a aprendizagem de Matemática no contexto da Educação Profissional e Tecnológica. Mais especificamente, foi dada ênfase ao ensino de Matemática Financeira para estudantes do Ensino Médio Integrado, do curso Técnico em Administração do Colégio Pedro II. Desenvolveu-se um jogo de tabuleiro ambientado em uma empresa, onde os jogadores assumem o papel de trabalhadores e recebem tarefas nas quais precisam pôr em prática o conhecimento ensinado em sala de aula. A ambientação do jogo, além de contextualizar o conteúdo de Matemática Financeira, também coloca os estudantes diante de situações hipotéticas que envolvem relações sociais do mundo do trabalho. Espera-se que os jogos de tabuleiro possam auxiliar na educação omnilateral dos estudantes, contribuindo assim para a formação de trabalhadores conscientes dos impactos positivos e negativos que as decisões tomadas no trabalho geram na sociedade e em suas próprias vidas. Foi feita uma leitura do Projeto Político Pedagógico Institucional (PPPI) do Colégio Pedro II referente à disciplina de Matemática Financeira do Ensino Médio Integrado – Técnico em Administração, visando entender de que forma o currículo dessa disciplina interage com questões práticas dos trabalhadores. Foi realizada uma pesquisa aplicada com professores do referido curso, através do levantamento das suas percepções sobre o jogo. O produto educacional, desenvolvido de modo experimental, é o jogo de tabuleiro cooperativo com cartas Labuta. Nele, o avanço dos jogadores dependerá, em parte, da sua habilidade em resolver problemas envolvendo Matemática Financeira no contexto de possíveis situações práticas de trabalho que poderiam ser enfrentadas por Técnicos em Administração.
Cosmofilias poéticas: performances da pesquisa-criação nos emaranhamentos entre o ensino de artes visuais e a educação ambiental
(2026) Reis, Amanda Nascimento de Carvalho; Guimarães, Alexandre
Este Caderno de Professora-Artista-Pesquisadora é vivente em sua performance de ser produção estética, epistêmica de um ensino de artes visuais que produz novos territórios da educação ambiental. A terra, humus, produzida na penumbra da pesquisa-criação por humanos e mais que humanos, minhocas, casas e brotos amalgamando-se no fazer corpo terrestre, enterrado nos férteis territórios onde o ensino de artes é “início-meio-início”. Este Caderno está vivo, é vida e logo será também mais que vida, mais que um, mais que professora. Em diálogo com autoras/es de Abya Yala e com as formas de vida em (de)composição artístico-pedagógica, busco tecer “mundificações” para um ensino de artes visuais que dialogue com dimensões da educação ambiental produzida por “ecologias decoloniais”, confluências e envolvimentos. Como em Tata Ypy, a composteira é o tempo lento de fazer relações de vida do viver-junto no ensino de artes ecológico não hegemônico. O (eco)sistema corpo-composteira, na transformação, produz visualidades que sustentam a queda do céu e fazem sonhar a terra.
Caminhar, observar, brincar: tecendo relações entre arte, natureza e educação
(2026) Lethbridge, Laura Caetano Almeida; Silva, Myrna Stefanie de Faria Trotta
A presente monografia investiga o potencial artístico-pedagógico de relações tecidas entre natureza, infância, arte, brincar, seres humanos e não humanos. A pesquisa surge da vivência da autora, que cresceu com oportunidades de estar ao ar livre, brincar e ter momentos de observação e interação com aquilo que chamamos de natureza e percebe o impacto desta em sua vida e interesses como professora-artista-pesquisadora. Na atualidade, o contexto é de normalização do estado de catástrofe, de crises ambientais e climáticas no qual os seres humanos que vivem a maior parte do tempo nos espaços urbanos, tem um modo de vida que nos faz esquecer que somos parte da natureza. Buscam-se relações distantes ou o mais controladas possível com o resto dela. Nesse cenário, as temáticas investigadas aqui se tornam urgentes, assim como a busca por possíveis contribuições destas na educação, e mais específicamente, nesta pesquisa, na arte-educação. Este Trabalho de Conclusão de Curso se apresenta plásticamente no formato de caderno de artista expandido. É utilizada como metodologia a pesquisa narrativa autobiográfica articulada à pesquisa baseada em práticas artísticas tendo como principais procedimentos a escrita memorialística e reflexão sobre experiências pedagógicas. A tessitura do texto se deu em concomitância com o bordar e tecer do Caderno de Artista, numa relação em que o pensamento sobre as leituras, trocas, reflexões sobre os temas, o texto e o bordar se alimentavam mutuamente. Assim, são trazidas aqui possíveis contribuições da inserção dessas temáticas na educação, através do diálogo com autores de diversos campos de saberes.
O chão que chama: cartas de desemparedamento e vivências
(Imperial Editora, 2026) Renauld, Natália Martins Siqueira; Silva, Edgar Miranda da
Este produto educacional é oriundo da pesquisa de mestrado “Desemparedamento na Educação Infantil em cenários urbanizados: O reencontro das infâncias com a natureza por meio do brincar heurístico” desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Práticas de Educação Básica- MPPEB/ CPII, com aderência à linha de pesquisa “Prática de Educação e Formação Continuada” e que teve como contexto empírico a Creche Institucional Dr. Paulo Niemeyer. É justificado pelo impacto de um mundo onde a tecnologia avança cada dia mais, tomando conta do cotidiano das crianças e tornando o contato com o natural cada vez mais escasso. Compreendendo que o brincar é intrínseco as infâncias e a natureza é uma aliada na integralidade do ser, questiona-se como propiciar dentro das escolas, que fazem parte de uma realidade urbana, a (re)conexão com a natureza para o desenvolvimento das crianças? Na busca por uma resolução, este material foi elaborado para apoiar os processos formativos e as práticas pedagógicas voltadas ao desemparedamento das infâncias, especialmente em contextos urbanos. Ele consiste em um conjunto de cartas ilustradas e descritivas, organizadas em uma caixa portátil, com objetivo de instrumentalizar educadoras e educadores a promover experiências de (re)conexão com a natureza, compreendendo o corpo, o território e a escuta como dimensões fundamentais do processo educativo. As cartas estão organizadas em módulos, a saber: Convite, Corpo, Território e Escuta, Vivências Concretas. Além disso, há cartas introdutórias de apresentação e orientações de uso. A proposta se estrutura como uma dinâmica de sensibilização e construção de práticas, no qual as experiências são vividas a partir da combinação das cartas e conduzidas pelo tempo da experiência, e não pelo tempo cronológico. O produto pode ser utilizado tanto em formações docentes, como dispositivo coletivo de reflexão sobre práticas pedagógicas, reverberando nas ações conjuntas as crianças. Próximo da ideia de circularidade de Nêgo Bispo, o material se organiza a partir da lógica do “começo, meio e começo”, valorizando o chão da escola, a experiência sensível e o contato com a natureza como elementos centrais na construção de práticas educativas desemparedadas. Diante dos contextos cada vez mais tendenciosos a enclausurar em paredes ou virtualmente nossas crianças é preciso práticas que vão de desencontro a essas realidades. Neste material, os educadores irão conseguir refletir sobre os benefícios da (re)conexão com o natural para as infâncias, terão um olhar mais minucioso para os meios educativos em que estão inseridos e uma criticidade em torno da sociedade que prega o consumo desenfreado e se esvazia do que a natureza proporciona.

