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Submissões Recentes
Lugar de indígena: povos indígenas não aldeados em sala de aula de História, ou onde eles quiserem
(2025) Antonaci, Giovanna de Abreu; Santos, Júlio César Paixão
O objetivo do presente trabalho é desenvolver uma sequência de três aulas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadamente, sobre a diversidade de atuações profissionais de indígenas nos dias atuais. A partir do debate sobre a devolução do Manto Tupinambá de Olivença, proporemos uma reflexão com o intuito de construir com os estudantes a ideia de que os povos indígenas são protagonistas de suas próprias narrativas históricas e demonstrar como a escrita da história pode ser sempre revisitada, já que ela é feita pelas sociedades do presente, mesmo que o fato tenha acontecido em um passado que não volta mais. Depois disso, tomaremos como fonte o filme Palermo e Neneco, do projeto Vídeo nas Aldeias, analisando a produção dos próprios indígenas sobre si mesmos. A terceira fase desta sequência busca propor um diálogo sobre a trajetória do escritor Daniel Munduruku, compreendendo a forma como ele se relaciona e reforça a sua identidade indígena na cidade de São Paulo. A proposta de avaliação consiste em pesquisar pessoas indígenas em contextos urbanos, em diferentes profissões, como médica, escritor, cineasta, influencer, cantora, estilista de moda, etc, procurando ampliar o conhecimento dos estudantes sobre estas pessoas. Por fim, será apresentada uma reflexão sobre a avaliação já realizada pela autora do trabalho de conclusão de curso, com novas propostas de melhorias. O objetivo aqui é contribuir para a formação dos estudantes das zonas urbanas no processo de desmistificação dos povos indígenas. Para além das aldeias ocupadas e da luta pela garantia de demarcação de terras indígenas, já consolidada entre os estudantes, precisamos apresentar a eles a importância das etnias dos povos indígenas existirem e pertencerem aos indivíduos, independentemente dos caminhos que eles tracem e dos locais onde morem.
Geografias imaginativas da Amazônia brasileira: uma análise da percepção de alunos do curso de licenciatura em geografia do Colégio Pedro II
(2025) Marques, Renata Duarte; Quintanilha, Bruno Lins
Este estudo analisa as percepções de estudantes da Licenciatura em Geografia do Colégio Pedro II sobre a Amazônia brasileira, fundamentando-se no arcabouço das geografias imaginativas. O objetivo foi identificar a persistência de estereótipos na formação docente, investigando como esse imaginário é construído. A pesquisa, de natureza exploratória e descritiva, combinou revisão bibliográfica e aplicação de questionários semiestruturados, cujas respostas foram tratadas mediante análise de conteúdo. Os resultados demonstram que as percepções dos licenciandos se organizam em categorias como “Natureza e Ecossistema”, “Riqueza e Potencial” e “Dimensão Simbólica ou Mítica”, revelando uma visão predominantemente naturalizante e que reproduz um “orientalismo amazônico”. A quase totalidade dos participantes (95,2%) nunca esteve na região, indicando que seu conhecimento é mediado por fontes indiretas, como a mídia os livros didáticos e paradidáticos. Contudo, os discentes atribuíram à graduação em Geografia a construção de uma visão mais crítica e complexa. Conclui-se que, embora a formação superior contribua para a desconstrução de estereótipos, as geografias imaginativas hegemônicas sobre a Amazônia permanecem enraizadas. Evidencia-se, assim, a urgência de abordagens pedagógicas que problematizem tais representações, formando educadores capazes de apresentar a Amazônia em sua realidade socioterritorial complexa.
O sindicato da malandragem: escolas de samba e a organização do corpo negro
(2025) Araujo, Flávio Santos de; Oliveira Junior, Mauro Cordeiro de
Este trabalho analisa as Escolas de Samba do Rio de Janeiro não apenas como entidades recreativas, mas como instituições sociais complexas formadas a partir da experiência histórica da população negra no período pós-abolição. A pesquisa investiga as conexões orgânicas entre três eixos fundamentais: a malandragem, compreendida como uma filosofia prática de sobrevivência; o associativismo trabalhista negro; e o surgimento e consolidação das próprias Escolas de Samba. O estudo propõe examinar como essas agremiações podem ser interpretadas a partir de uma chave analítica específica que articula cultura, política e organização coletiva. A fundamentação teórica dialoga com autores como Pierre Bourdieu, E. P. Thompson, W.E.B. Du Bois, Patricia Hill Collins e Muniz Sodré. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter histórico-sociológico e analítico-interpretativo, baseada predominantemente em análise documental e bibliográfica. A investigação está estruturada em quatro capítulos que buscam, respectivamente: contextualizar historicamente o surgimento das Escolas; problematizar o conceito de malandragem; explorar o associativismo negro no pós-abolição, com foco no movimento trabalhista; e, por fim, analisar as Escolas de Samba como síntese institucional desses elementos. O trabalho justifica-se por sua contribuição multifacetada aos campos do Pensamento Social, dos Estudos Étnico-Raciais e dos Estudos Organizacionais, ao buscar complexificar as narrativas sobre as origens do carnaval carioca e revelar as estratégias políticas e culturais da população negra.
Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres: mulheres negras cariocas, negrismo e o “negro” como sujeito enunciador (1922-1965)
(2025) Gonçalves, Helena Ramos; Pimentel, Pedro Guimarães
Esta monografia investiga as representações das mulheres negras cariocas no imaginário visual modernista, tomando como fontes as obras de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral e estabelecendo as obras de Heitor dos Prazeres como contraponto crítico. A metodologia articula análise semiótica e iconológica aplicada às telas selecionadas, permitindo observar como códigos visuais, convenções simbólicas e estruturas discursivas moldaram a representação da mulher negra no modernismo. Os resultados indicam que o modernismo incorporou referências afro-diaspóricas por meio de filtragens que limitam e reforçam estereótipos, enquanto a obra de Prazeres amplia as possibilidades de visualidade ao criar representações de experiências sociais negras no centro da narrativa artística.
Educação e identidade nacional: contribuições da disciplina de história do Colégio Pedro II (1837-1850)
(2024) Pastor, Patrick da Silva; Santos, Felipe Lameu dos
Este trabalho tem por objetivo investigar como a disciplina de História do Colégio Pedro II contribuiu diretamente para a construção do que se pretendia ser uma identidade nacional brasileira. O recorte temporal se justifica pelo próprio objeto, iniciando-se em 1837, ano de criação da referida instituição, e findando-se em 1850, ano de aplicação do primeiro programa de ensino do colégio. São analisados aspectos que se vinculam à educação ofertada pela instituição, como os simbolismos que envolveram a criação da instituição, a constituição dos funcionários, o quadro geral de estudantes e programas de ensino das cadeiras de História, de forma específica e comparada. A pesquisa foi feita a partir da análise crítica de fontes. As fontes utilizadas são documentos institucionais, encontrados no Núcleo de Documentação e Memória do Colégio Pedro II (NUDOM); produtos da imprensa periódica, exibidos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional; e decretos e leis dispostos nos domínios públicos digitais do governo brasileiro. A análise é enriquecida por uma bibliografia que aborda a temática em diversas perspectivas e profundidades, promovendo o diálogo com autores como Morel, Gondra e Schueler, que examinam o período de forma mais ampla, e Beatriz Santos, Vera Andrade e Letícia Silva, que investigam a instituição de maneira mais específica. Por fim, pretende-se ampliar o entendimento dos usos políticos da Educação, sobretudo a partir da disciplina de História, junto a uma modesta contribuição para a historiografia que contempla uma instituição tradicional como o Colégio Pedro II.

