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Submissões Recentes

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Cláudio Luiz da Costa e a educação de cegos no Brasil: uma análise de sua gestão no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1856 - 1869)
(2026) Gomes, Brenda Lima; Silva, Shayenne Schneider
O presente trabalho analisa a gestão de Cláudio Luiz da Costa a frente do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (IIMC) durante o período de 1856 a 1869. Na posição de segundo diretor, Costa, médico e sujeito de influência no Império, assumiu o compromisso de administrar o educandário após a morte de José Francisco Xavier Sigaud, primeiro diretor e idealizador da instituição juntamente a José Álvares de Azevedo. A pesquisa observa como a formação médica de Costa e sua rede de sociabilidade influenciaram nas diretrizes administrativas, pedagógicas e higiênicas da instituição. Através do cruzamento de fontes primárias como Relatórios Ministeriais, a legislação imperial, correspondências e periódicos do século XIX, busca-se compreender os desafios de estruturação e o impacto de sua gestão na institucionalização da educação de cegos no Brasil oitocentista, explorando as inovações pedagógicas e culturais promovidas por Costa. Entende-se que a direção de Costa foi primordial para a consolidação administrativa do Instituto, sendo relevante no processo de reconhecimento da autonomia de indivíduos cegos no século XIX.
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Formação de professores de geografia para a educação inclusiva: uma análise dos PPC e ementas curriculares de IES do Rio de Janeiro
(2025) Arruda, Renan de Abreu Cruz; Moraes, Marcelo Alonso
A inclusão educacional é um desafio significativo nos sistemas educacionais atuais, especialmente no Brasil, onde o direito à educação universal é assegurado pela Constituição Federal e pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Este trabalho examina como os currículos dos cursos de licenciatura em Geografia tratam da educação inclusiva, com o objetivo de identificar lacunas e sugerir melhorias na formação de professores. A Geografia, como disciplina escolar, tem um papel importante na promoção de uma educação cidadã, abordando desigualdades sociais, ambientais e econômicas. No entanto, para que o ensino realmente contribua para a inclusão, é fundamental que os professores estejam preparados para lidar com a diversidade de estudantes, incluindo aqueles com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades. A pesquisa utiliza uma metodologia mista, combinando análises qualitativas e quantitativas dos PPC e dos currículos dos cursos de licenciatura em Geografia de instituições do Rio de Janeiro. A análise qualitativa identifica termos e abordagens relacionados à educação inclusiva, enquanto a quantitativa avalia a frequência desses conteúdos. O artigo está dividido em duas seções: o primeiro discute o histórico e a legislação da inclusão educacional no Brasil e aborda perspectivas e desafios na formação de docentes; o segundo analisa a formação de professores de Geografia e sua relação com a educação inclusiva. Espera-se identificar lacunas na formação inicial e propor práticas para fortalecer as diretrizes curriculares, contribuindo para o debate sobre políticas públicas e para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva e democrática.
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Representatividade negra no material didático da Prefeitura do Rio de Janeiro: ausência das mulheres negras e suas implicações no ensino de história
(2026) Pereira, Ana Júlia Silva; Matta, Glaydson Gonçalves
Este trabalho analisa a representação das mulheres negras nos materiais didáticos utilizados pela Prefeitura do Rio de Janeiro na disciplina de História. A pesquisa evidencia a ausência ou representação superficial dessas figuras, destacando como essa invisibilidade reforça narrativas excludentes e perpetua desigualdades raciais. Por meio de análise documental dos materiais pedagógicos e revisão bibliográfica, identifica-se que, apesar de avanços pontuais, a educação ainda privilegia uma narrativa eurocêntrica, individualista, sexista e patriarcal ignorando a trajetória coletiva das mulheres negras. Os resultados revelam a necessidade de ampliar e aprofundar a inclusão dessas figuras no currículo, promovendo uma abordagem mais crítica e diversa, capaz de valorizar o protagonismo histórico das mulheres negras e promover a construção de uma identidade mais inclusiva. O estudo contribui para o debate sobre as práticas pedagógicas que podem favorecer uma educação antirracista e mais representativa.
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Pique Bandeiricano: o jogo coeducativo como ferramenta pedagógica nas aulas de educação física
(Imperial Editora, 2026) Silva, Alexandre Carvalho da; Moraes, Jorge Luiz Marques de
O jogo que constitui o presente material tem origem na pesquisa intitulada “Coeducação e Educação Física Escolar: costuras didáticas através do jogo”, desenvolvida no Programa de Mestrado Profissional em Práticas de Educação Básica (MPPEB), vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II (PROPGPEC – CPII). O material reúne o detalhamento da operacionalização do jogo feito através de esquemas e de figuras que favorecem, esteticamente, a compreensão da proposta. Essa articula-se ao fomento da equidade durante a prática do jogo de forma que as oportunidades de vivência das ações e decisões existentes no jogo sejam justas e equilibradas. Embora a proposta não seja direcionada a um ano de escolaridade específico, indicamos o ciclo final dos anos iniciais do Ensino Fundamental (4° e 5° anos) como cenário incipiente favorável para apresentação e vivência do jogo, uma vez que ele envolve um conjunto de regras que não é pequeno e exige consideráveis noções espaciais e temporais, além de outras compreensões. Considerando as múltiplas realidades escolares, algumas adaptações são apresentadas para viabilizar, principalmente, a vivência do jogo. Seu referencial teórico é sustentado pelas discussões originadas nos campos de conhecimento envolvendo gênero, coeducação e jogo. O material está organizado em cinco seções: apresentação, o jogo pique bandeiricano, fixando a compreensão através de situações do jogo, sugestão de aplicação do jogo e adaptações possíveis para o jogo. Além disso, são sugeridos links de vídeos para a construção da protagonista do jogo: a bola ovalada. Em suma, o potencial de replicação do jogo está intimamente ligado à popularização da tematização dos jogos no universo das aulas de Educação Física. O objetivo é ampliar o senso coletivo de solidariedade, participação ativa e justiça através da disseminação do conceito de equidade. Dessa forma, espera-se que o produto educacional apresentado contribua para a promoção de reflexões pedagógicas críticas acerca das questões de gênero no universo escolar e fora dele.
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Coeducação e educação física escolar: costuras didáticas através do jogo
(2026) Silva, Alexandre Carvalho da; Moraes, Jorge Luiz Marques de
Esta pesquisa imerge na Educação Física e pretendeu responder a seguinte indagação: as oportunidades de participação e tomada de decisão durante as aulas são equitativas quando analisadas à luz da categoria gênero, considerando as possíveis desigualdades e assimetrias nas relações entre estudantes? De modo mais amplo, objetivou-se analisar a equidade das oportunidades de participação e de tomada de decisão nas aulas à luz da categoria gênero. Especificamente, buscou compreender a coeducação como ferramenta pedagógica, identificar possíveis desigualdades e padrões de interação que indiquem assimetria de gênero nas práticas pedagógicas, mapear propostas coeducativas que subvertam a ideia de práticas corporais generificadas e apresentar um jogo como estratégia coeducativa. A metodologia utilizada na pesquisa é caracterizada como qualitativa, aplicada e descritiva, além de caminhar com o arcabouço de conhecimentos da pesquisa intervenção sob os ensinamentos de Lucia Rabello de Castro. Tal pesquisa advoga a aproximação do pesquisador e do/a pesquisado/a em um movimento cíclico de conhecimentos, aprendizados e transformações recíprocas, simultaneamente à leitura da realidade em que estão inseridos/as. Como elementos metodológicos, foram utilizados questionário semiestruturado com perguntas fechadas e abertas, diário de campo e grupo de discussão que compuseram o conjunto de instrumentos de coleta de dados da pesquisa. Almejou-se compreender minimamente as percepções que os/as estudantes possuíam sobre as temáticas estudadas e fomentar debates que subsidiassem a construção de um ambiente dialógico de aprendizado equitativo através do jogo. Como referencial teórico, a pesquisa pautou-se nos conceitos de gênero, adotado por Joan Scott e Guacira Louro, e de coeducação, adotado por Maria do Carmo Saraiva, Daniela Auad e Fabiano Devide. Paralelamente, apresentou um jogo inédito, intitulado pique bandeiricano, como estratégia coeducativa em seu produto educacional. Esse jogo buscou promover reflexões sobre as questões de gênero e romper com os estereótipos oriundos desse conceito, em uma perspectiva convidativa e desafiadora. Para a análise dos dados, a Análise Textual Discursiva, adotada por Maria do Carmo Galiazzi e Roque Moraes foi a metodologia escolhida, de forma que a natureza qualitativa fosse destacada a partir das extrações obtidas dos dados coletados e da interpretação deles à luz das três etapas contidas nessa metodologia: desmontagem dos textos, estabelecimento de relações e captação do novo emergente. Assim, o processo empreendido nessa pesquisa ambicionou um debate sobre as questões de gênero no campo escolar em suas múltiplas possibilidades, extensível a outros espaços sociais, em constante diálogo com o conceito e os princípios da coeducação. Os resultados dessa pesquisa sugerem que o jogo apresentado pode atuar como uma ferramenta pedagógica para que os/as estudantes tenham as mesmas oportunidades participativas e decisórias. A amostra reduzida e a não compreensão plena da proposta pedagógica pela simples leitura do material são apontadas como limitações. Espera-se que esse estudo contribua para a ampliação das reflexões sobre questões de gênero nas aulas de Educação Física, além de encorajar outras iniciativas que se pautem nos pressupostos da coeducação. Cursos de formação continuada e de doutoramento são apresentados como possíveis desdobramentos da pesquisa.