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Submissões Recentes

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A mediação da presença: a produção de presença a luz da Eucaristia
(2025) Lopes, Pedro Lucas Almeida da Silva de Freitas; Costa, Fábio Antônio da
O presente trabalho faz uma reflexão sobre o conceito de presença. Gumbrecht, em seu livro Produção de Presença entende a presença como algo que não é mediado e ele coloca, como exemplo central, o paradigma eucarístico. Apoiando-se em diversos dados históricos sobre a doutrina eucarística, porém, fica claro que a presença precisa ser mediada por diversos fatores. Levando em conta a aprovação da Liturgia Caldeia de Addai e Mari, na qual não há as Palavras da Instituição, esta obra repensa o conceito de presença, apontando que não apenas ele é mediado, como também suas mediações a partir do documento Diretrizes para a admissão à Eucaristia entre a Igreja Caldeia e a Igreja Assíria do Oriente, no qual há aprovação da Liturgia Caldeia de Addai e Mari e sua justificativa.
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Crescimento desordenado e impactos ambientais no subbairro de Rio das Pedras
(2025) Camara, Pedro Costa; Carvalho Filho, Nelson Diniz de
Esta monografia aborda processos de desenvolvimento urbano, partindo da definição do que é cidade e como elas nascem. Posteriormente, com foco na cidade do Rio de Janeiro e um de seus bairros, Rio das Pedras, são explicitados os problemas a serem debatidos, sendo classificados em problemas urbanos e problemas ambientais. Após serem definidos, a pesquisa, baseada principalmente em revisão bibliográfica, introduz seu foco de estudo descrevendo e argumentando sobre a formação da cidade do Rio de Janeiro e sua expansão para áreas periféricas, o que passou por processos intencionais de segregação da população. Nesse contexto, o recorte espacial escolhido, Rio das Pedras, é aprofundado, criando conexões com o crescimento desordenado do bairro e os impactos ambientais na região, juntamente com suas causas e efeitos sentidos na população local. A pesquisa se desenvolveu a partir das preocupações ambientais e populacionais, sendo assim, podemos observar que a falta de planejamento, muitas vezes intencional, auxílio e infraestrutura nas áreas em expansão ocasionaram impactos negativos na vida dos habitantes, como perda de moradias e possíveis episódios de crise de saúde pública.
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Ciência em jogo: uma crítica à analogia do jogo de xadrez em Popper a partir da visão de Susan Haack
(2026) Ramos, Emanuely Maia; Oliveira, Tiago Luís Teixeira de
Este trabalho analisa criticamente a analogia entre ciência e jogo proposta por Karl Popper, em especial a comparação entre a atividade científica e o jogo de xadrez. Partindo do problema da demarcação entre ciência e não-ciência e do papel do falsificacionismo na filosofia popperiana, investiga-se em que medida essa analogia contribui para compreender a prática científica. Para aprofundar a análise, o trabalho também dialoga com o conceito de jogo formulado por Bernard Suits, buscando avaliar se as características estruturais dos jogos podem ser adequadamente aplicadas à atividade científica. A pesquisa conclui que a analogia apresenta limitações quando aplicada à ciência real, pois tende a refletir uma idealização do funcionamento da prática científica. Nesse contexto, são mobilizadas as críticas de Susan Haack, especialmente em sua obra Evidence and Inquiry: Towards Reconstruction in Epistemology (1993), na qual a autora questiona tanto o projeto demarcatório de Popper quanto o caráter excessivamente simplificador da comparação entre ciência e xadrez. Como alternativa, Haack propõe uma analogia distinta, comparando a investigação científica à resolução de palavras-cruzadas, modelo que busca representar de maneira mais adequada a interação entre evidências, hipóteses e revisões no processo científico. Assim, argumenta-se que, embora a analogia popperiana possua valor didático, ela não descreve satisfatoriamente a complexidade do empreendimento científico.
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Sinalizando que se aprende: o ensino da Língua Brasileira de Sinais como estratégia de inclusão para crianças autistas não verbais
(2026) Oliveira, Ana Clara Cardoso de; Camila Nagem Marques Vieira
Este trabalho surge a partir de uma inquietação durante o curso de Licenciatura em Geografia. Após a vivência propiciada pelo estágio remunerado da Prefeitura do Rio de Janeiro, foi identificada que a comunicação com crianças autistas não verbais não estava sendo efetiva, tendo a propagação de barreiras comunicacionais e atitudinais em momentos de aprendizagem e lazer do aluno assistido. Nesse contexto, foi realizado um levantamento de possibilidades de como se portar no ambiente educacional com a criança assistida. Assim, a alternativa escolhida atravessou duas das disciplinas trabalhadas durante a graduação da Licenciatura em Geografia no Colégio Pedro II: Educação e Inclusão e Língua Brasileira de Sinais. Este trabalho busca agregar estratégias de ensino ao meio acadêmico, tornando possível a construção de um instrumento para o cotidiano de mediadores, auxiliares da educação especial da prefeitura e do Colégio Pedro II. Por fim, este trabalho resultou na apresentação de uma Cartilha de Apoio para Educadores de Alunos do Espectro Autista.
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A escrevivência nas músicas pretas
(2026) Santos, Jeremia da Conceição; Carmo, Aline Cristina Oliveira do
Este trabalho procura identificar, nas manifestações de algumas musicalidades negras, em particular o RAP e o Funk, a prática da Escrevivência, como processo de resistência, existência, preservação da memória, criação de identidade e inserção no mundo, deste modo abrangendo tais manifestações musicais. Para tanto, no primeiro capítulo dialogo com Conceição Evaristo (2020) para tratar da Escrevivência; no segundo capítulo, com autores do RAP e do Funk, entendidos como muntu dos morros, no sentido tratado por Cunha Jr. (2010) e, no terceiro capítulo, com A. H. Bâ (2010) para indicar essas musicalidades como fruto de tradições orais africanas.