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Submissões Recentes
Pique Bandeiricano: o jogo coeducativo como ferramenta pedagógica nas aulas de educação física
(Imperial Editora, 2026) Silva, Alexandre Carvalho da; Moraes, Jorge Luiz Marques de
O jogo que constitui o presente material tem origem na pesquisa intitulada “Coeducação e Educação Física Escolar: costuras didáticas através do jogo”, desenvolvida no Programa de Mestrado Profissional em Práticas de Educação Básica (MPPEB), vinculado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura do Colégio Pedro II (PROPGPEC – CPII). O material reúne o detalhamento da operacionalização do jogo feito através de esquemas e de figuras que favorecem, esteticamente, a compreensão da proposta. Essa articula-se ao fomento da equidade durante a prática do jogo de forma que as oportunidades de vivência das ações e decisões existentes no jogo sejam justas e equilibradas. Embora a proposta não seja direcionada a um ano de escolaridade específico, indicamos o ciclo final dos anos iniciais do Ensino Fundamental (4° e 5° anos) como cenário incipiente favorável para apresentação e vivência do jogo, uma vez que ele envolve um conjunto de regras que não é pequeno e exige consideráveis noções espaciais e temporais, além de outras compreensões. Considerando as múltiplas realidades escolares, algumas adaptações são apresentadas para viabilizar, principalmente, a vivência do jogo. Seu referencial teórico é sustentado pelas discussões originadas nos campos de conhecimento envolvendo gênero, coeducação e jogo. O material está organizado em cinco seções: apresentação, o jogo pique bandeiricano, fixando a compreensão através de situações do jogo, sugestão de aplicação do jogo e adaptações possíveis para o jogo. Além disso, são sugeridos links de vídeos para a construção da protagonista do jogo: a bola ovalada. Em suma, o potencial de replicação do jogo está intimamente ligado à popularização da tematização dos jogos no universo das aulas de Educação Física. O objetivo é ampliar o senso coletivo de solidariedade, participação ativa e justiça através da disseminação do conceito de equidade. Dessa forma, espera-se que o produto educacional apresentado contribua para a promoção de reflexões pedagógicas críticas acerca das questões de gênero no universo escolar e fora dele.
Coeducação e educação física escolar: costuras didáticas através do jogo
(2026) Silva, Alexandre Carvalho da; Moraes, Jorge Luiz Marques de
Esta pesquisa imerge na Educação Física e pretendeu responder a seguinte indagação: as oportunidades de participação e tomada de decisão durante as aulas são equitativas quando analisadas à luz da categoria gênero, considerando as possíveis desigualdades e assimetrias nas relações entre estudantes? De modo mais amplo, objetivou-se analisar a equidade das oportunidades de participação e de tomada de decisão nas aulas à luz da categoria gênero. Especificamente, buscou compreender a coeducação como ferramenta pedagógica, identificar possíveis desigualdades e padrões de interação que indiquem assimetria de gênero nas práticas pedagógicas, mapear propostas coeducativas que subvertam a ideia de práticas corporais generificadas e apresentar um jogo como estratégia coeducativa. A metodologia utilizada na pesquisa é caracterizada como qualitativa, aplicada e descritiva, além de caminhar com o arcabouço de conhecimentos da pesquisa intervenção sob os ensinamentos de Lucia Rabello de Castro. Tal pesquisa advoga a aproximação do pesquisador e do/a pesquisado/a em um movimento cíclico de conhecimentos, aprendizados e transformações recíprocas, simultaneamente à leitura da realidade em que estão inseridos/as. Como elementos metodológicos, foram utilizados questionário semiestruturado com perguntas fechadas e abertas, diário de campo e grupo de discussão que compuseram o conjunto de instrumentos de coleta de dados da pesquisa. Almejou-se compreender minimamente as percepções que os/as estudantes possuíam sobre as temáticas estudadas e fomentar debates que subsidiassem a construção de um ambiente dialógico de aprendizado equitativo através do jogo. Como referencial teórico, a pesquisa pautou-se nos conceitos de gênero, adotado por Joan Scott e Guacira Louro, e de coeducação, adotado por Maria do Carmo Saraiva, Daniela Auad e Fabiano Devide. Paralelamente, apresentou um jogo inédito, intitulado pique bandeiricano, como estratégia coeducativa em seu produto educacional. Esse jogo buscou promover reflexões sobre as questões de gênero e romper com os estereótipos oriundos desse conceito, em uma perspectiva convidativa e desafiadora. Para a análise dos dados, a Análise Textual Discursiva, adotada por Maria do Carmo Galiazzi e Roque Moraes foi a metodologia escolhida, de forma que a natureza qualitativa fosse destacada a partir das extrações obtidas dos dados coletados e da interpretação deles à luz das três etapas contidas nessa metodologia: desmontagem dos textos, estabelecimento de relações e captação do novo emergente. Assim, o processo empreendido nessa pesquisa ambicionou um debate sobre as questões de gênero no campo escolar em suas múltiplas possibilidades, extensível a outros espaços sociais, em constante diálogo com o conceito e os princípios da coeducação. Os resultados dessa pesquisa sugerem que o jogo apresentado pode atuar como uma ferramenta pedagógica para que os/as estudantes tenham as mesmas oportunidades participativas e decisórias. A amostra reduzida e a não compreensão plena da proposta pedagógica pela simples leitura do material são apontadas como limitações. Espera-se que esse estudo contribua para a ampliação das reflexões sobre questões de gênero nas aulas de Educação Física, além de encorajar outras iniciativas que se pautem nos pressupostos da coeducação. Cursos de formação continuada e de doutoramento são apresentados como possíveis desdobramentos da pesquisa.
Design thinking: uma proposta de formação de identidade antirracista no aprendizado de Espanhol como língua estrangeira (ele)
(2026) Anjos, Shirley Silva Araujo dos; Donato, Aline de Bettencourt
O artigo apresenta o Design Thinking (DT) como uma metodologia inovadora e inclusiva para o ensino de línguas. A análise adotou Brown (2008, 2009, 2010) como referencial teórico. A reflexão nasce de experiências em sala de aula, nas quais alunos negros questionaram sua representatividade no aprendizado de espanhol. A ausência de pertencimento motivou a busca por práticas pedagógicas que valorizassem identidades historicamente marginalizadas. O objetivo geral é propor estratégias de ensino de ELE que fortaleçam a identidade racial dos estudantes por meio do DT. Os objetivos específicos incluem: explicar conceitos e ferramentas do DT; relacioná-los ao ensino básico de espanhol; promover uma educação antirracista; e sugerir atividades pedagógicas no DT que estimulem criticidade e colaboração. A justificativa baseia-se na realidade brasileira, em que a maioria da população é negra ou parda, mas enfrenta exclusão social e menor acesso a línguas estrangeiras. Assim, o DT surge como alternativa para práticas pedagógicas mais inclusivas e criativas. A metodologia adotada é qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e análise de experiências práticas. As atividades são estruturadas nas etapas clássicas do DT adaptadas ao ensino de ELE. A sugestão de atividade intitulada “Identidad y Cultura Afrodescendiente en el Clase de Español” propõe seis aulas, envolvendo rodas de conversa, mural coletivo, brainstorming, produção de cartazes e podcasts, além de exposição final. O foco é valorizar a cultura afro-hispânica e promover protagonismo estudantil. Na conclusão, o artigo defende que o DT aplicado ao ELE não apenas inova metodologicamente, mas também contribui para uma educação crítica e inclusiva, fortalecendo autoestima, consciência racial e cidadania dos alunos negros.
Ensino de química e os desafios da inclusão: adaptação para quê e para quem?
(2026) Miura, Patrícia Kaori; Valente, Marco Antonio Batista
Este trabalho discute os desafios da inclusão no ensino de Química, usando como plano de fundo a adaptação do jogo educativo Dr. Chemist: em busca do Elixir Secreto. A reflexão mostrou que pensar a inclusão apenas como resposta emergencial a partir de diagnósticos reforça desigualdades e mantém a lógica remediativa. Em vez disso, defende-se um currículo que já incorpore a diversidade desde o planejamento, valorizando as potencialidades dos estudantes e antecipando as barreiras. O Desenho Universal para a Aprendizagem aparece como uma possibilidade de reorganizar práticas pedagógicas, tornando-as mais acessíveis, engajadoras e significativas para todos. Ao longo da análise, ficou evidente que a inclusão não pode ser reduzida a soluções técnicas, mas deve ser compreendida como postura ética, coletiva e reflexiva, que exige diálogo, corresponsabilidade e escuta dos alunos. Assim, a inclusão é entendida como um compromisso pedagógico e humano que transforma o ensino e fortalece a participação de todos.
Práticas experimentais no ensino de química: um mapeamento das publicações nos Encontros Nacionais de Ensino de Química (ENEQ 2021 e 2024)
(2026) Paiva, Walquíria Miranda Corrêa de Lima; Bouzon, Júlia Damazio
O ensino de Química tradicional possui diversas limitações como a falta de contextualização e visualização dos fenômenos por parte dos estudantes. Considerando a constante necessidade de práticas que promovam o protagonismo discente e uma melhora no processo de ensino-aprendizagem, este trabalho investiga a importância da experimentação por meio de um mapeamento bibliográfico comparativo da produção científica nos anais dos Encontros Nacionais de Ensino de Química (ENEQ), abrangendo as edições de 2021 e 2024. O objetivo central consiste em caracterizar e comparar o perfil das publicações, identificando as tendências pedagógicas e temáticas que emergiram no campo durante o período pós-pandemia de COVID-19. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem mista (quali quantitativa), utilizando a análise de conteúdo para examinar um corpus final de 43 artigos selecionados mediante critérios rigorosos de inclusão e exclusão. As categorias de análise envolveram o local de aplicação das práticas, o público-alvo, a procedência institucional e a articulação entre o discurso teórico e a práxis da sustentabilidade. Os resultados apontam para uma transformação significativa no cenário educacional, marcada pela maior presença de práticas sustentáveis, pelo uso expressivo de materiais de baixo custo e por uma transição das atividades experimentais do laboratório convencional para a sala de aula regular. Tais achados sugerem um amadurecimento metodológico da área e uma crescente preocupação em alinhar a experimentação com a acessibilidade material e a relevância socioambiental. O valor e a originalidade desta investigação residem no diagnóstico inédito das mudanças estruturais na pesquisa em educação química brasileira, demonstrando que a sustentabilidade e o baixo custo consolidaram-se como tendências importantes e integradas à realidade escolar contemporânea.

