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Submissões Recentes
Abordagem do sistema nervoso para alunos do 6º ano do ensino fundamental pouco alfabetizados em escolas da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro
(2025) Feijó, Fernanda de Souza; Caramaschi, Fabiana Pellegrini
A pandemia de COVID-19 ampliou desafios já presentes no ensino público, agravando as dificuldades de alfabetização entre os estudantes da rede municipal do Rio de Janeiro. Muitos alunos retornaram às aulas presenciais com defasagens expressivas em leitura e escrita, especialmente no 6º ano, quando conteúdos complexos, como o Sistema Nervoso, requerem habilidades de compreensão textual bem desenvolvidas. Essas deficiências comprometem não apenas o aprendizado em Ciências, mas também o desenvolvimento de outras competências fundamentais para a aprendizagem significativa. Como parte das estratégias para amenizar esse cenário, foi desenvolvido um produto educacional voltado para o ensino de Ciências com o uso de modelos tridimensionais do Sistema Nervoso, criados com uma impressora 3D ou moldados com massa de biscuit em escolas com recursos tecnológicos limitados. Esses modelos permitem que os alunos visualizem e manipulem representações físicas do Sistema Nervoso, facilitando a compreensão de conceitos científicos abstratos e estimulando a participação ativa nas atividades. A criação e o uso desses materiais não apenas aproximam os alunos dos conteúdos científicos de maneira acessível, mas também contribuem para um aprendizado mais significativo e lúdico. Além de adaptar o conteúdo às características e necessidades dos estudantes, o produto educacional prioriza o uso de recursos acessíveis, favorecendo o planejamento intencional e a inclusão. Ao permitir que a Ciência seja compreendida de maneira prática e visual, mesmo em escolas com menos acesso a tecnologias, essa abordagem visa superar as barreiras do ensino de Ciências e promover uma alfabetização científica efetiva e inclusiva.
Lugar de indígena: povos indígenas não aldeados em sala de aula de História, ou onde eles quiserem
(2025) Antonaci, Giovanna de Abreu; Santos, Júlio César Paixão
O objetivo do presente trabalho é desenvolver uma sequência de três aulas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadamente, sobre a diversidade de atuações profissionais de indígenas nos dias atuais. A partir do debate sobre a devolução do Manto Tupinambá de Olivença, proporemos uma reflexão com o intuito de construir com os estudantes a ideia de que os povos indígenas são protagonistas de suas próprias narrativas históricas e demonstrar como a escrita da história pode ser sempre revisitada, já que ela é feita pelas sociedades do presente, mesmo que o fato tenha acontecido em um passado que não volta mais. Depois disso, tomaremos como fonte o filme Palermo e Neneco, do projeto Vídeo nas Aldeias, analisando a produção dos próprios indígenas sobre si mesmos. A terceira fase desta sequência busca propor um diálogo sobre a trajetória do escritor Daniel Munduruku, compreendendo a forma como ele se relaciona e reforça a sua identidade indígena na cidade de São Paulo. A proposta de avaliação consiste em pesquisar pessoas indígenas em contextos urbanos, em diferentes profissões, como médica, escritor, cineasta, influencer, cantora, estilista de moda, etc, procurando ampliar o conhecimento dos estudantes sobre estas pessoas. Por fim, será apresentada uma reflexão sobre a avaliação já realizada pela autora do trabalho de conclusão de curso, com novas propostas de melhorias. O objetivo aqui é contribuir para a formação dos estudantes das zonas urbanas no processo de desmistificação dos povos indígenas. Para além das aldeias ocupadas e da luta pela garantia de demarcação de terras indígenas, já consolidada entre os estudantes, precisamos apresentar a eles a importância das etnias dos povos indígenas existirem e pertencerem aos indivíduos, independentemente dos caminhos que eles tracem e dos locais onde morem.
Geografias imaginativas da Amazônia brasileira: uma análise da percepção de alunos do curso de licenciatura em geografia do Colégio Pedro II
(2025) Marques, Renata Duarte; Quintanilha, Bruno Lins
Este estudo analisa as percepções de estudantes da Licenciatura em Geografia do Colégio Pedro II sobre a Amazônia brasileira, fundamentando-se no arcabouço das geografias imaginativas. O objetivo foi identificar a persistência de estereótipos na formação docente, investigando como esse imaginário é construído. A pesquisa, de natureza exploratória e descritiva, combinou revisão bibliográfica e aplicação de questionários semiestruturados, cujas respostas foram tratadas mediante análise de conteúdo. Os resultados demonstram que as percepções dos licenciandos se organizam em categorias como “Natureza e Ecossistema”, “Riqueza e Potencial” e “Dimensão Simbólica ou Mítica”, revelando uma visão predominantemente naturalizante e que reproduz um “orientalismo amazônico”. A quase totalidade dos participantes (95,2%) nunca esteve na região, indicando que seu conhecimento é mediado por fontes indiretas, como a mídia os livros didáticos e paradidáticos. Contudo, os discentes atribuíram à graduação em Geografia a construção de uma visão mais crítica e complexa. Conclui-se que, embora a formação superior contribua para a desconstrução de estereótipos, as geografias imaginativas hegemônicas sobre a Amazônia permanecem enraizadas. Evidencia-se, assim, a urgência de abordagens pedagógicas que problematizem tais representações, formando educadores capazes de apresentar a Amazônia em sua realidade socioterritorial complexa.
O sindicato da malandragem: escolas de samba e a organização do corpo negro
(2025) Araujo, Flávio Santos de; Oliveira Junior, Mauro Cordeiro de
Este trabalho analisa as Escolas de Samba do Rio de Janeiro não apenas como entidades recreativas, mas como instituições sociais complexas formadas a partir da experiência histórica da população negra no período pós-abolição. A pesquisa investiga as conexões orgânicas entre três eixos fundamentais: a malandragem, compreendida como uma filosofia prática de sobrevivência; o associativismo trabalhista negro; e o surgimento e consolidação das próprias Escolas de Samba. O estudo propõe examinar como essas agremiações podem ser interpretadas a partir de uma chave analítica específica que articula cultura, política e organização coletiva. A fundamentação teórica dialoga com autores como Pierre Bourdieu, E. P. Thompson, W.E.B. Du Bois, Patricia Hill Collins e Muniz Sodré. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter histórico-sociológico e analítico-interpretativo, baseada predominantemente em análise documental e bibliográfica. A investigação está estruturada em quatro capítulos que buscam, respectivamente: contextualizar historicamente o surgimento das Escolas; problematizar o conceito de malandragem; explorar o associativismo negro no pós-abolição, com foco no movimento trabalhista; e, por fim, analisar as Escolas de Samba como síntese institucional desses elementos. O trabalho justifica-se por sua contribuição multifacetada aos campos do Pensamento Social, dos Estudos Étnico-Raciais e dos Estudos Organizacionais, ao buscar complexificar as narrativas sobre as origens do carnaval carioca e revelar as estratégias políticas e culturais da população negra.
Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Heitor dos Prazeres: mulheres negras cariocas, negrismo e o “negro” como sujeito enunciador (1922-1965)
(2025) Gonçalves, Helena Ramos; Pimentel, Pedro Guimarães
Esta monografia investiga as representações das mulheres negras cariocas no imaginário visual modernista, tomando como fontes as obras de Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral e estabelecendo as obras de Heitor dos Prazeres como contraponto crítico. A metodologia articula análise semiótica e iconológica aplicada às telas selecionadas, permitindo observar como códigos visuais, convenções simbólicas e estruturas discursivas moldaram a representação da mulher negra no modernismo. Os resultados indicam que o modernismo incorporou referências afro-diaspóricas por meio de filtragens que limitam e reforçam estereótipos, enquanto a obra de Prazeres amplia as possibilidades de visualidade ao criar representações de experiências sociais negras no centro da narrativa artística.

