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Submissões Recentes
Caminhos de transformação: uma experiência de formação continuada antirracista através de um jogo de tabuleiro
(2026) Silvestre, Ana Claudia Ponciano dos Santos; Salles, Fabiano Lange
Este produto educacional apresenta o jogo de tabuleiro Caminhos de Transformação, desenvolvido como uma experiência de formação continuada voltada a professores e funcionários de uma escola de Ensino Fundamental situada na periferia da cidade do Rio de Janeiro. O produto tem como objetivo contribuir para o enfrentamento do racismo estrutural no cotidiano escolar, promovendo espaços de diálogo, escuta e reflexão crítica sobre práticas, discursos e silenciamentos relacionados à questão racial. A proposta fundamenta-se na compreensão de que o racismo se manifesta de forma cotidiana e naturalizada nas relações escolares, demandando processos formativos contínuos e coletivos. O jogo foi elaborado a partir de situações reais vivenciadas pela comunidade escolar, identificadas por meio de entrevistas realizadas no contexto da pesquisa, contemplando tanto episódios de racismo quanto práticas antirracistas já existentes na escola. A utilização da ludicidade, associada a símbolos de origem africana, favorece a participação, reduz resistências e amplia o repertório simbólico dos participantes, possibilitando a abordagem de temas sensíveis de maneira cuidadosa e formativa. A aplicação do jogo ocorreu em um encontro formativo único, com duração aproximada de quatro horas, e evidenciou potencial para promover deslocamentos de olhar, reconhecimento de práticas naturalizadas e fortalecimento do compromisso com uma educação antirracista. Reconhecendo seus limites enquanto ação pontual, o produto se apresenta como uma ferramenta pedagógica potente para integrar processos mais amplos de formação continuada comprometidos com a transformação das práticas e das relações no ambiente escolar.
Tecendo a consciência racial na escola: formação continuada e educação antirracista no enfrentamento ao racismo estrutural
(2026) Silvestre, Ana Claudia Ponciano dos Santos; Salles, Fabiano Lange
O presente estudo parte do reconhecimento de que o mito da democracia racial ainda opera como obstáculo à efetivação de práticas educacionais antirracistas no contexto escolar brasileiro. Considerando que o racismo estrutural atravessa o currículo não apenas pelos conteúdos formais, mas também pelas práticas, silêncios e relações cotidianas, esta pesquisa tem como objetivo contribuir para o enfrentamento do racismo estrutural no currículo de uma escola pública de ensino fundamental, situada na periferia da cidade do Rio de Janeiro, por meio de uma experiência de formação continuada voltada à promoção da educação antirracista junto a professores e funcionários. A pesquisa possui abordagem qualitativa, com elementos da pesquisa-ação, e utilizou como instrumentos de geração de dados entrevistas semiestruturadas com docentes, funcionários e estudantes, além de observação participante e análise de documentos escolares. Os dados evidenciam o reconhecimento do racismo no cotidiano escolar, embora frequentemente minimizado ou naturalizado como “brincadeira”, bem como revelam fragilidades na compreensão das dinâmicas raciais e dificuldades em problematizar práticas racializadas no contexto escolar. Observou-se ainda a presença de um letramento racial incipiente entre os sujeitos participantes, expresso no uso de categorias eufemizadas e na dificuldade de nomear e enfrentar situações de racismo. Como desdobramento da pesquisa, foi desenvolvido um produto educacional — um jogo de tabuleiro voltado à formação continuada — concebido como dispositivo formativo para promover o diálogo, a reflexão crítica e o fortalecimento de práticas educativas comprometidas com a educação antirracista. A experiência formativa indicou que o jogo possibilita deslocamentos de percepção, amplia a consciência racial e contribui para a problematização de narrativas naturalizadas sobre o racismo, ainda que não produza transformações estruturais imediatas. Conclui-se que a formação continuada, quando intencional, dialógica e situada, constitui uma estratégia relevante para a promoção da educação antirracista e para o enfrentamento do racismo estrutural no contexto escolar, desde que compreendida como processo contínuo e coletivo.
O ensino da literatura infantil em língua Francesa no ensino fundamental I
(2025) Gomes, Alexsandra de Oliveira; Corrêa, Patrícia Alves Carvalho
Neste trabalho, pretendemos analisar a importância da literatura infantil em aula de francês destinada às crianças do Ensino Fundamental I. Defendemos a inserção da leitura, desde os níveis iniciais de aprendizagem, pois consideramos a literatura um elemento essencial no processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira. O estudo aborda o papel da leitura literária no desenvolvimento da criança, destacando sua contribuição para a construção de sentidos, ampliação do repertório linguístico e para o contato com a diversidade cultural. O lúdico é apresentado como estratégia pedagógica fundamental, pois favorece o engajamento, a participação ativa, a imaginação e a expressão de emoções no contexto escolar. O professor é compreendido como mediador desse processo, responsável por criar um ambiente de escuta, diálogo e acolhimento. Exemplificaremos a abordagem teórica com propostas didáticas para turmas do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental I, a partir de obras da literatura infantil francesa e francófona, demonstrando a viabilidade do uso do texto literário com alunos iniciantes favorecendo uma aprendizagem significativa e humanizadora.
A palavra entre a sala de ensaio, o espaço educacional e o setting terapêutico: contribuições da fenomenologia de Merleau-Ponty para a psicomotricidade em diálogo com jogos teatrais do fichário de Viola Spolin
(2026) Sant’Ana, Werlesson Grassi; Cavalcante Neto, Carlos Bezerra
O artigo em questão explora a articulação entre jogos teatrais propostos por Viola Spolin e os fundamentos da psicomotricidade, sob a perspectiva da fenomenologia de Merleau-Ponty. Através de uma metodologia bibliográfica, o trabalho investiga oito jogos teatrais do fichário de Spolin, selecionados por sua relação com a palavra e o ato de dizer. O estudo mergulha nos conceitos da fenomenologia, como a experiência pré-reflexiva, corporalidade e fala falante, buscando um diálogo profícuo com a prática psicomotora. O objetivo é defender a integração dos jogos teatrais no campo dos jogos psicomotores, tanto na educação quanto na clínica, considerando as especificidades de cada contexto, e enriquecer a prática teatral com um olhar psicomotor/fenomenológico.
Ensinar matemática é também formar crenças: a centralidade das concepções docentes na construção das mentalidades matemáticas nos anos iniciais: articulações entre mentalidade de crescimento, neuroplasticidade e aprendizagem significativa
(2026) Sepulcro, Ana Paula Duarte da Cruz; Costa, Liliana Manuela Gaspar Cerveira da
Este trabalho analisa a importância das mentalidades matemáticas no ensino de Matemática nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, considerando a influência das concepções e crenças docentes na construção das relações dos estudantes com essa área do conhecimento. Parte-se do pressuposto de que muitas dificuldades de aprendizagem não estão necessariamente associadas à capacidade cognitiva dos alunos, mas a crenças limitantes, práticas pedagógicas tradicionais e concepções que reforçam a ideia de talento natural para aprender Matemática. O estudo tem como objetivo discutir de que forma a promoção de mentalidades matemáticas, articulada à mentalidade de crescimento e aos conhecimentos da neurociência, pode contribuir para práticas pedagógicas mais significativas e inclusivas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter bibliográfico e teórico-reflexivo, fundamentada na análise de produções acadêmicas da área da Educação Matemática, que abordam temas como mentalidades matemáticas, letramento matemático, senso numérico, neuroplasticidade e formação docente. A análise evidencia que práticas centradas na memorização, na rapidez e na busca por respostas únicas tendem a gerar ansiedade, frustração e exclusão no processo de aprendizagem. Em contrapartida, abordagens pedagógicas baseadas na investigação, no uso de materiais manipuláveis, em jogos e em atividades abertas favorecem o desenvolvimento do pensamento matemático, da autonomia e da confiança dos estudantes. Conclui-se que a promoção de mentalidades matemáticas representa uma estratégia pedagógica relevante para transformar a relação dos alunos com a Matemática, contribuindo para um ensino mais equitativo, reflexivo e significativo.

