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Submissões Recentes

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Manual pedagógico para a construção de um ambiente de sala de aula favorável à aprendizagem de matemática
(Imperial Editora, 2026) Barbosa, José Rick Fortunato; Barbosa, Andreia Carvalho Maciel
O Este produto educacional tem como objetivo subsidiar a prática docente de professores de matemática, oferecendo orientações e exemplos de estratégias pedagógicas voltadas à construção de ambientes de aprendizagem mais afetivos. O produto foi elaborado a partir de um estudo que investigou a influência da afetividade no processo de aprendizagem de Matemática, considerando as percepções de estudantes do 3º ano do Ensino Médio da rede pública estadual. O produto parte do entendimento de que as relações estabelecidas entre professor e estudante bem como o clima afetivo em sala de aula exercem papel significativo no engajamento, na motivação e no desempenho dos alunos. O referencial teórico é fundamentado principalmente nas contribuiçõe s de Henri Wallon, Lev Vygotsky e Celso Antunes, cujas abordagens evidenciam a indissociabilidade entre os aspectos cognitivos e afetivos no processo de aprendizagem. Como os resultados da dissertação indicam que ambientes escolares caracterizados por rela ções de respeito, acolhimento e diálogo favorecem uma aprendizagem mais significativa, contextos marcados por tensão, desmotivação e insegurança tendem a intensificar sentimentos como ansiedade, medo e rejeição à Matemática. Desse modoeste produto é um ca minho que auxiliará os professores, não se configurando como a única possibilidade de intervenção pedagógica mas sim como um auxílio. O produto enfatiza que as práticas pedagógicas sensíveis à dimensão afetiva podem contribuir para o fortalecimento da auto confiança dos estudantes e para a construção de uma relação mais positiva com o conhecimento matemático.
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Uma análise da influência da afetividade na aprendizagem de matemática com estudantes do 3º ano do ensino médio da rede estadual
(2026) Barbosa, José Rick Fortunato; Barbosa, Andreia Carvalho Maciel
O presente estudo investiga a influência da afetividade no processo de aprendizagem de Matemática considerando as percepções de estudantes do 3º ano do Ensino Médio da rede pública estadual. Esta pesquisa é baseada no conhecimento de que as relações estabelecidas entre o professor e o estudante, bem como o clima afetivo em sala de aula, exercem papel significativo no engajamento, na motivação e no desempenho dos alunos. Esta investigação foi desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa e foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário aplicado a estudantes concluintes da Educação Básica, com o objetivo de compreender como as experiências afetivas vivenciadas ao longo da trajetória escolar influenciaram a sua relação com a sua aprendizagem matemática. O referencial teórico é fundamentado principalmente nas contribuições de Henri Wallon, Lev Vygotsky e Celso Antunes, cujas abordagens evidenciam a indissociabilidade entre os aspectos cognitivos e afetivos no processo de aprendizagem. Os resultados indicam que os ambientes escolares caracterizados por relações de respeito, acolhimento e diálogo favorecem uma aprendizagem mais significativa, enquanto os contextos marcados pela tensão, pela desmotivação e pela insegurança tendem a intensificar sentimentos como a ansiedade, o medo e a rejeição à Matemática. Ainda, foram evidenciadas práticas pedagógicas sensíveis à dimensão afetiva que contribuiram para o fortalecimento da autoconfiança dos estudantes e para a construção de uma relação mais positiva com o conhecimento matemático. A partir da análise dos dados, foi elaborado um produto educacional em formato de manual pedagógico com orientações destinadas a professores que visa à criação de ambientes de aprendizagem que considerem a afetividade como elemento central no ensino de Matemática.
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Clube de leitura da École Pot-Pourri: uma via para a educação literária em aulas de francês
(2026) Rodrigues, Elisa Fernandes; Monteiro, Luiz Paulo dos Santos
O presente trabalho propõe um debate acerca da educação literária desenvolvida pela escola de francês École Pot-Pourri em seu clube de leitura em francês. Essa proposta se fundamenta no conceito de educação literária elaborado por Leahy-Dios (2000), no conceito de literaturas de (re)existência de Amorim e Da Silva (2019) e na proposta de Machado (2021) de abordar a literatura por uma perspectiva decolonial. O clube de leitura Pot-Pourri propõe a leitura coletiva e a discussão de obras francófonas contemporâneas de re-existência, isto é, obras contra-hegemônicas que abordam de forma crítica temas como colonialismo, imigração, experiências LGBTQIAP+, questões de gênero e feminismo, relações de classe e as diversas culturas francófonas fora do Hexágono. Compreende-se que essas narrativas, quando trabalhadas por uma perspectiva decolonial, constituem um espaço privilegiado para o encontro com a alteridade, para o desenvolvimento do pensamento crítico, para a formação de sujeitos sociais conscientes e para o fortalecimento da autoestima do estudante brasileiro de francês. Em um primeiro momento, apresenta-se o funcionamento, os objetivos do clube de leitura Pot-Pourri e o perfil de seu público. Em seguida, discute-se o papel da educação literária no ensino de francês e a relevância do trabalho com literaturas francófonas por uma perspectiva decolonial, especialmente no contexto brasileiro. Por fim, propõe-se a aplicação de uma proposta pedagógica baseada nas reflexões desenvolvidas ao longo deste trabalho para uma formação mais crítica, plural e significativa do estudante de francês brasileiro.
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A educação literária em aulas de francês para alunos iniciantes
(2026) Martins, Gisele Pimentel; Monteiro, Luiz Paulo dos Santos
O presente estudo propõe um debate em torno dos parâmetros de leitura propostos por manuais didáticos de francês produzidos na França, os quais impedem uma percepção crítica e decolonial de aspectos culturais que envolvem o aprendizado do idioma. A partir dos conceitos de Paulo Freire (2022) de educação bancária e, de seu oposto, da educação como ato criador, este estudo discute, também, de que modo a literatura pode contribuir para práticas pedagógicas democráticas e libertadoras. Para tanto, aliamos as noções do teórico brasileiro ao conceito de educação literária, desenvolvido pela professora Cyrana Leahy-Dios (2004). Para reforçar o lugar da literatura no ensino de língua, recorre-se, ainda, à professora Beth Brait (2000) que fundamenta a impropriedade da cisão entre língua e literatura. Considerando que o recorte deste estudo visa a alunos iniciantes, como estudo de caso, analisam-se os volumes 1 e 2 da coleção didática Défi, amplamente utilizada no ensino de francês, mas que contempla poucos textos literários em seus volumes e privilegia conteúdos culturais cotidianos. Assim, desenvolvem-se duas propostas de atividades com textos literários distintos, alinhadas a temáticas de um capítulo dos volumes 1 e 2 da coleção Défi. Apresentamos, por fim, propostas pedagógicas tendo por base um curso de extensão de francês para iniciantes, gratuito, oferecido por uma instituição pública, que utilize textos literários desde o início da aprendizagem. A proposta busca promover uma abordagem crítica, decolonial e humanizadora do ensino de francês, valorizando a autonomia docente e a formação de estudantes socialmente conscientes.
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Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e ensino de línguas adicionais: impactos esperados no processo de aprendizagem e possibilidades de adaptações pedagógicas
(2026) Freisleben, Larissa Colombo; Castro, Juliana Rodrigues de
Este trabalho tem como tema o ensino de línguas adicionais para alunos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade. O TDAH frequentemente está associado a prejuízos acadêmicos; no entanto, os estudos a respeito de seus impactos no aprendizado de línguas ainda são escassos. O trabalho busca compreender as dificuldades específicas de pessoas com TDAH no processo de aprendizagem de línguas adicionais e elencar adaptações que podem ser feitas para favorecer o aprendizado de línguas adicionais por este público e que tenham respaldo na literatura. Para tanto, foi feita uma revisão narrativa da literatura. Os resultados indicam que, apesar de o TDAH não impedir o aprendizado de línguas adicionais, o transtorno pode gerar dificuldades especialmente em atividades que exigem atenção sustentada e mobilização da memória de trabalho, como tarefas de compreensão escrita, compreensão oral e produção escrita; além disso, o desenvolvimento de habilidades pragmáticas pode ser prejudicado. Tais dificuldades podem variar enormemente de acordo com os perfis individuais dos estudantes. Com base na literatura analisada, são apresentadas algumas recomendações de adaptações pedagógicas que envolvem a redução de distrações externas, a estruturação clara das aulas, a divisão de tarefas em etapas mais curtas, o uso de estratégias multissensoriais e a implementação de intervenções comportamentais.