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Submissões Recentes

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Lendo mapas, lendo o mundo
(Imperial Editora, 2026) Araújo, Renato Calmon; Costa, Christine Sertã
Este Produto Educacional, intitulado Lendo Mapas, Lendo o Mundo, foi desenvolvido em diálogo com a dissertação que investiga as contribuições do mapeamento colaborativo para o desenvolvimento do raciocínio geográfico nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O material surgiu da necessidade de oferecer aos professores estratégias pedagógicas que favoreçam o ensino da Cartografia Escolar de forma significativa, considerando o espaço vivido pelos estudantes como ponto de partida para a aprendizagem. Organizado como um caderno de atividades destinado principalmente a turmas do 5º ano, o produto tem como objetivo promover o desenvolvimento do pensamento espacial, da alfabetização e do letramento cartográfico por meio de propostas contextualizadas, acessíveis e adaptáveis a diferentes realidades escolares. Estruturado em seis unidades temáticas, o material aborda os conceitos de paisagem, lugar, região, território e espaço geográfico, culminando na utilização dos mapas como instrumentos de leitura e interpretação do mundo. As atividades articulam observação, representação, análise e problematização do espaço, mobilizando princípios do raciocínio geográfico, como localização, conexão, distribuição, diferenciação, extensão e analogia. O percurso metodológico tem como eixo central o mapeamento colaborativo, estratégia que envolve os estudantes na investigação de questões presentes em seu território, estimulando a participação, o diálogo e a construção coletiva do conhecimento. A aplicação parcial do produto evidenciou o potencial das atividades para aproximar os conceitos geográficos da realidade dos alunos, favorecer a leitura crítica do espaço vivido e ampliar a compreensão das representações cartográficas. Além de apoiar o trabalho docente, inclusive de professores sem formação específica em Geografia, o material busca fortalecer práticas pedagógicas que valorizem a experiência cotidiana dos estudantes, promovendo uma aprendizagem significativa e contribuindo para a formação de sujeitos capazes de compreender, representar e interpretar o espaço geográfico de maneira crítica e participativa.
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Cartografia escolar nos anos iniciais: uma proposta de mapeamento colaborativo com alunos do quinto ano
(2026) Araújo, Renato Calmon; Costa, Christine Sertã
Analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem constituem os princípios do raciocínio geográfico, fundamentais para o desenvolvimento do pensamento espacial e para a leitura de mundo dos indivíduos. No entanto, apesar da presença da cartografia no ensino de Geografia, alunos dos Anos Iniciais frequentemente apresentam dificuldades na leitura de mapas e de outros elementos cartográficos. Nesse contexto, o mapeamento colaborativo, entendido como a produção coletiva de mapas a partir de espaços significativos para os estudantes, configura-se como uma estratégia pedagógica promissora para o desenvolvimento dos princípios do raciocínio geográfico. Dessa forma, esta pesquisa investiga como o mapeamento colaborativo pode contribuir para a apropriação dos princípios do raciocínio geográfico por alunos dos Anos Iniciais. O produto educacional desenvolvido consiste em um caderno de atividades voltado ao trabalho com esses princípios, com o objetivo de ampliar o repertório cartográfico das crianças por meio de práticas ancoradas no espaço vivido. A proposta foi aplicada em uma turma do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública localizada no bairro de Pedra de Guaratiba, no município do Rio de Janeiro. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, de natureza pesquisa-ação, com coleta de dados realizada por meio de questionários semiestruturados e registros em diário de campo. Os resultados apontam que as práticas desenvolvidas contribuíram para o fortalecimento do letramento cartográfico, favorecendo a mobilização de princípios do raciocínio geográfico, o reconhecimento do espaço vivido e a construção de uma leitura mais crítica e contextualizada do território.
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Produção de tintas sustentáveis e o ensino de química: uma proposta STEAM para Educação Básica
(2026) Trigueiro, Lucimara de Souza; França, Mauro Braga
Este trabalho apresenta a proposta didática intitulada “Produção de Tintas Sustentáveis e o Ensino de Química: uma proposta STEAM para a Educação Básica”, articulada a um levantamento bibliográfico sobre a presença da abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) no ensino de Química no Brasil. Para isso, realizou-se um mapeamento exploratório nos anais de três eventos científicos nacionais de referência na área de Educação em Ciências — ENEQ, ENPEC e SIMPEQ — no período de 2014 a 2024, com o objetivo de identificar tendências, lacunas e possibilidades de aplicação dessa abordagem no contexto educacional brasileiro. Os resultados indicam que o STEAM constitui um campo ainda emergente no ensino de Química, evidenciando seu potencial para promover interdisciplinaridade e aprendizagem ativa. Contudo, foram identificadas lacunas relevantes, especialmente no que se refere à aplicação sistemática na Educação Básica e à incorporação de perspectivas relacionadas à diversidade e ao recorte de gênero na ciência. A proposta envolve a produção de tintas sustentáveis a partir do reaproveitamento de poliestireno expandido (isopor) e da extração de pigmentos naturais, permitindo abordar conceitos relacionados à Química Verde, interações intermoleculares e propriedades da matéria. Paralelamente, os estudantes desenvolvem atividades de pesquisa sobre cientistas e tradições científicas historicamente invisibilizadas, produzindo representações visuais inspiradas no estilo artístico Bobbie Goods, com o objetivo de aproximar o conteúdo científico do universo cultural dos jovens. Conclui-se que a abordagem STEAM, quando articulada à sustentabilidade, à História da Ciência e às Artes, favorece a construção de práticas pedagógicas interdisciplinares, criativas e socialmente contextualizadas. Tal integração contribui para o engajamento dos estudantes, o desenvolvimento do pensamento crítico e a valorização da diversidade na ciência, configurando-se como estratégia promissora para a inovação no ensino de Química na Educação.
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O ensino de sociologia na educação profissional e tecnológica: o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em debate
(2026) Santos, Bruno Hermes de Oliveira; Rêgo, Carlos Eduardo Oliva de Carvalho
Este Trabalho de Conclusão de Curso se debruça sobre o lugar da disciplina Sociologia no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), focando especificamente na realidade do Ensino Médio Integrado (EMI) do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Nossa pesquisa utiliza como referencial teórico o trabalho de Amurabi Oliveira (2023), que compreende o ensino de Sociologia como um campo em processo de progressiva autonomização, marcado por disputas e pela agência de seus sujeitos. Metodologicamente, o estudo fundamenta-se na análise qualitativa da transcrição que realizamos, e dos respectivos dados apresentados pelas palestrantes, da mesa-redonda “A Sociologia no IFSP: Memória da EPT em São Paulo”, realizada em março de 2026 como atividade de extensão pelo LAEDH/CPII - Laboratório de Educação em Direitos Humanos do Colégio Pedro II. Analisando as questões debatidas no referido evento, compreendemos haver uma existência de tensões e contradições vivenciadas por docentes de Sociologia da EPT do IFSP, diante das recentes reformulações curriculares e da implementação da BNCC, que geraram cenários de sobrecarga e angústia profissional, conforme discutido pelas palestrantes. Destaca-se que a articulação curricular no IFSP tem sido utilizada como verdadeira “tática de sobrevivência” para se garantir a permanência da disciplina na matriz curricular. Por fim, em suma, nosso trabalho discute como as lógicas institucionais locais refletem a intermitência histórica da Sociologia escolar no Brasil e os desafios para a consolidação de sua identidade na rede federal.
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Memórias de um esgotado e suas zonas de vizinhança
(2026) Santos, Jefferson Carlos Silva; Sampaio, Juliana Lira
Este ensaio investiga o conceito de esgotamento a partir da análise do texto O Esgotado, de Gilles Deleuze, em que o filósofo francês tem seu pensamento provocado pelo trabalho teatral de Samuel Beckett. Após uma apresentação das peças e o que há nelas envolvido, é feita uma reflexão metodológica sobre a relação entre arte e filosofia na perspectiva deleuziana, explorando o que ressoa entre Deleuze e Beckett, permitindo sua aproximação. Em seguida, examina-se o fenômeno do esgotamento instalado na obra de arte e a sua elaboração conceitual, buscando compreendê-lo tanto na criação artística quanto na vivência da condição de esgotado. É neste sentido que transitando entre primeira e terceira pessoas, este ensaio incorpora vivências pessoais e obras de arte, conduzindo à hipótese de que o esgotamento, enquanto conceito