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Submissões Recentes

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O estudo dos polinômios no 8º ano: desafios e práticas
(2025) Machado Filho, Renê; Martins, Daniel Felipe Neves
Este trabalho explora a maneira como os polinômios são abordados no Ensino Fundamental, com ênfase no 8º ano, e faz conexão entre a formação inicial dos professores e os obstáculos que os alunos enfrentam no processo de aprendizado. Primeiramente, o trabalho discute o tratamento tradicional dos polinômios em álgebra, abrangendo definições, operações, propriedades e os algoritmos que envolvem a adição, subtração e multiplicação de polinômios, assim como a divisão de polinômios por monômios. A pesquisa, é feita por meio de uma análise qualitativa de três materiais didáticos aprovados pelo PNLD, comparando as abordagens dos autores no ensino de polinômios, os tipos de registros de representação utilizados e a forma como relacionam o conteúdo às competências estabelecidas na BNCC. A pesquisa identifica falhas na abordagem tradicional, caracterizada por uma ênfase excessiva em algoritmos, quase nenhuma contextualização e omissão de temas relevantes, como a divisão de polinômios. Com base nessas limitações, são discutidas as dificuldades mais comuns enfrentadas pelos alunos, como reconhecer termos semelhantes, distinguir entre variáveis e incógnitas, e aplicar as propriedades da potenciação, acompanhadas de exemplos reais de erros em sala de aula. Para contornar essas dificuldades, propõe-se uma abordagem fundamentada na Teoria dos Registros de Representações Semióticas (TRRS) de Raymond Duval, argumentando que um aprendizado significativo ocorre quando os alunos transitem entre diferentes registros: algébrico, verbal, geométrico e numérico. Finalmente, propostas didáticas são sugeridas, incluindo jogos, atividades manipulativas e problemas contextualizados, que tornam o estudo dos polinômios mais dinâmico e conectado à realidade dos alunos, promovendo uma melhor compreensão conceitual e maior autonomia matemática.
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Relatório técnico: conjunto de propostas para o aprimoramento da assistência estudantil no Colégio Pedro II
(2026) Soares, Andrey Damico Adorno; Castro, Robson Costa de
Este produto educacional resulta de uma pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do Colégio Pedro II. O estudo investigou os avanços e desafios da Política de Assistência Estudantil a partir das percepções de estudantes do Ensino Médio Integrado e assistentes sociais da instituição, com o objetivo de propor estratégias para qualificar o acompanhamento discente. A partir da análise realizada, elaborou-se este relatório técnico, que apresenta algumas propostas de aprimoramento da Assistência Estudantil no Colégio Pedro II. A primeira consiste em traçar diretrizes para melhorar o acolhimento dos estudantes, articulandoos em direção às ações e programas desenvolvidos pela Assistência Estudantil do Colégio Pedro II, considerando as especificidades de cada segmento de ensino. A segunda proposta consiste na utilização do Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP) como plataforma para inscrição, envio de documentos e ranqueamento de estudantes, por meio de um módulo específico. A terceira propõe a criação de um Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), estruturado com baremas que pontuam diferentes dimensões socioeconômicas. A quarta propõe a ampliação do controle social e da transparência institucional, por meio da divulgação qualificada de dados sobre a Assistência Estudantil na plataforma “CPII em Números”, incentivando estudos e pesquisas internas. O relatório visa oferecer à gestão institucional e aos profissionais da área alternativas mais eficazes, transparentes e menos burocráticas para a Política de Assistência Estudantil da instituição.
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Desafios e avanços na política de assistência estudantil do Colégio Pedro II a partir do auxílio financeiro de apoio ao estudante (AFAE): percepções de alunos do ensino médio integrado e assistentes sociais
(2026) Soares, Andrey Damico Adorno; Castro, Robson Costa de
Esta pesquisa analisa as percepções de estudantes do Ensino Médio Integrado e de assistentes sociais sobre os desafios e avanços da Política de Assistência Estudantil do Colégio Pedro II, com foco no Auxílio Financeiro de Apoio ao Estudante (AFAE), principal instrumento de promoção da permanência escolar na instituição. Os resultados evidenciam que, apesar dos esforços das equipes em ampliar a divulgação do benefício, persistem limitações significativas, como a ausência de um sistema informatizado que centralize as inscrições e o envio de documentos. Os assistentes sociais também apontam outros entraves que comprometem o alcance da política, entre eles a escassez de recursos humanos e orçamentários e a sobrecarga de trabalho, fatores que dificultam tanto a divulgação quanto o acompanhamento dos estudantes. Esses desafios, somados às condições socioeconômicas do alunado, acentuam barreiras no acesso às informações e aos auxílios, aprofundando desigualdades educacionais. Diante desse cenário, a pesquisa propôs, como produto educacional, um relatório técnico com sugestões de aprimoramento da Política de Assistência Estudantil. A primeira diretriz apresentada concentra-se no fortalecimento do acolhimento aos estudantes, articulando-os às ações e programas desenvolvidos pela Assistência Estudantil do Colégio Pedro II, que deverão ser melhor detalhados e organizados à luz da regulamentação do novo PNAES, considerando as especificidades de cada segmento de ensino. Complementam essas recomendações propostas voltadas à digitalização do processo de inscrição nos editais de auxílio financeiro, ao ranqueamento socioeconômico por meio da elaboração de um índice de vulnerabilidade e à qualificação da Plataforma CPII em Números, com dados mais detalhados sobre o alcance dos programas de assistência no êxito escolar, na redução da evasão e na garantia da permanência estudantil.
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Abordagem do sistema nervoso para alunos do 6º ano do ensino fundamental pouco alfabetizados em escolas da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro
(2025) Feijó, Fernanda de Souza; Caramaschi, Fabiana Pellegrini
A pandemia de COVID-19 ampliou desafios já presentes no ensino público, agravando as dificuldades de alfabetização entre os estudantes da rede municipal do Rio de Janeiro. Muitos alunos retornaram às aulas presenciais com defasagens expressivas em leitura e escrita, especialmente no 6º ano, quando conteúdos complexos, como o Sistema Nervoso, requerem habilidades de compreensão textual bem desenvolvidas. Essas deficiências comprometem não apenas o aprendizado em Ciências, mas também o desenvolvimento de outras competências fundamentais para a aprendizagem significativa. Como parte das estratégias para amenizar esse cenário, foi desenvolvido um produto educacional voltado para o ensino de Ciências com o uso de modelos tridimensionais do Sistema Nervoso, criados com uma impressora 3D ou moldados com massa de biscuit em escolas com recursos tecnológicos limitados. Esses modelos permitem que os alunos visualizem e manipulem representações físicas do Sistema Nervoso, facilitando a compreensão de conceitos científicos abstratos e estimulando a participação ativa nas atividades. A criação e o uso desses materiais não apenas aproximam os alunos dos conteúdos científicos de maneira acessível, mas também contribuem para um aprendizado mais significativo e lúdico. Além de adaptar o conteúdo às características e necessidades dos estudantes, o produto educacional prioriza o uso de recursos acessíveis, favorecendo o planejamento intencional e a inclusão. Ao permitir que a Ciência seja compreendida de maneira prática e visual, mesmo em escolas com menos acesso a tecnologias, essa abordagem visa superar as barreiras do ensino de Ciências e promover uma alfabetização científica efetiva e inclusiva.
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Lugar de indígena: povos indígenas não aldeados em sala de aula de História, ou onde eles quiserem
(2025) Antonaci, Giovanna de Abreu; Santos, Júlio César Paixão
O objetivo do presente trabalho é desenvolver uma sequência de três aulas, que podem ser utilizadas em conjunto ou separadamente, sobre a diversidade de atuações profissionais de indígenas nos dias atuais. A partir do debate sobre a devolução do Manto Tupinambá de Olivença, proporemos uma reflexão com o intuito de construir com os estudantes a ideia de que os povos indígenas são protagonistas de suas próprias narrativas históricas e demonstrar como a escrita da história pode ser sempre revisitada, já que ela é feita pelas sociedades do presente, mesmo que o fato tenha acontecido em um passado que não volta mais. Depois disso, tomaremos como fonte o filme Palermo e Neneco, do projeto Vídeo nas Aldeias, analisando a produção dos próprios indígenas sobre si mesmos. A terceira fase desta sequência busca propor um diálogo sobre a trajetória do escritor Daniel Munduruku, compreendendo a forma como ele se relaciona e reforça a sua identidade indígena na cidade de São Paulo. A proposta de avaliação consiste em pesquisar pessoas indígenas em contextos urbanos, em diferentes profissões, como médica, escritor, cineasta, influencer, cantora, estilista de moda, etc, procurando ampliar o conhecimento dos estudantes sobre estas pessoas. Por fim, será apresentada uma reflexão sobre a avaliação já realizada pela autora do trabalho de conclusão de curso, com novas propostas de melhorias. O objetivo aqui é contribuir para a formação dos estudantes das zonas urbanas no processo de desmistificação dos povos indígenas. Para além das aldeias ocupadas e da luta pela garantia de demarcação de terras indígenas, já consolidada entre os estudantes, precisamos apresentar a eles a importância das etnias dos povos indígenas existirem e pertencerem aos indivíduos, independentemente dos caminhos que eles tracem e dos locais onde morem.