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Submissões Recentes

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Método alternativo no ensino de acústica com alunos TEA : uma proposta de aula com tubos sonoros recicláveis
(2025) Abreu, Felipe Gustavo Silva de; Santos, André Luís Tato Luciano dos
Este estudo delineia uma proposta de atividade experimental para a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em aulas de Física sobre ondas sonoras no contexto do ensino regular. O crescente número de diagnósticos de TEA nas escolas exige a formulação de estratégias de ensino que contemplem suas particularidades sensoriais e cognitivas. O trabalho tem como objetivo principal a elaboração de um programa de estimulação que enfatiza a autorregulação e o desenvolvimento de funções executivas, integrando esses elementos ao ensino do conteúdo de Acústica. A abordagem adota uma perspectiva multissensorial, projetada para acomodar tanto perfis hipossensíveis quanto hipersensíveis, assegurando a participação efetiva de alunos neurodivergentes e não neurodivergentes numa mesma dinâmica de aula. A metodologia operacionaliza esta proposta através da construção e utilização de tubos sonoros de policloreto de vinila (PVC) reciclável, cortados com medidas precisas para emitir notas musicais específicas. Estes instrumentos de baixo custo funcionam como o elemento central de uma prática investigativa, na qual todos os alunos manipulam os tubos para visualizar e compreender princípios físicos como a relação entre o comprimento do tubo e a frequência do som produzido. A sequência de atividades incorpora exercícios estruturados de estimulação cognitiva, que são realizados em um ambiente compartilhado para fomentar a cooperação entre os pares, cabendo ao professor o papel de mediador do processo. Como resultados antecipados, a atividade demonstra que a experimentação concreta com os tubos sonoros torna os conceitos abstratos da ondulatória mais acessíveis, ao mesmo tempo em que as tarefas de autorregulação oferecem suporte aos discentes com TEA para o gerenciamento de sua atenção e funções executivas durante a tarefa. A natureza multissensorial da intervenção mostra potencial para mitigar barreiras atencionais e sensoriais, captando o interesse dos estudantes através de múltiplos canais perceptivos. A conclusão do estudo aponta que a aplicação desta atividade fornece ao professor de Física um recurso pedagógico tangível e replicável para fomentar a inclusão, permitindo-lhe identificar tanto os desafios quanto às capacidades dos alunos com TEA no contexto da sala de aula regular. A experiência bem-sucedida com os tubos de PVC estabelece um paradigma metodológico que o educador pode adaptar e estender para o ensino de outros tópicos da Física na Educação Básica, contribuindo assim para a consolidação de um ensino de ciências mais equitativo e acessível.
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A criação de zonas de indeterminação na velhice a partir de vivências psicomotoras: memórias em movimento
(2025) Conceição, Marcelo Miguez da; Moraes, Cristie Campello de
O presente artigo explora a criação de "zonas de indeterminação" na velhice através de vivências psicomotoras na Oficina de Psicomotricidade, Arte e Memória da UNATI (NUCEH-UERJ). Inspirado pela filosofia de Henri Bergson, o estudo investiga como atividades que envolvem memória, arte e movimento podem desautomatizar comportamentos e padrões emocionais em pessoas velhas, promovendo alegria e liberdade. Através de estudos de caso detalhados, o presente artigo demonstra como o trabalho sobre a memória pode ressignificar e cultivar vitalidade. A pesquisa, que combina as abordagens cartográfica e narrativa, conclui que a Psicomotricidade oferece um caminho valioso para a autonomia e o bem-estar na velhice, desafiando estereótipos e revelando a capacidade dos velhos de se reinventarem. Como fontes bibliográficas, o artigo apresenta conceitos advindos de Bergson e autores da Psicomotricidade como: Aucouturier, Lapierre, Campello e Ribas, cujas obras enriqueceram a análise com perspectivas específicas sobre o desenvolvimento psicomotor e a intervenção a partir da Gerontopsicomotricidade.
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Psicomotricidade, educação física e TEA: uma análise sobre a importância dessas relações no contexto escolar
(2025) Paixão, Arythuza Furtado da; Santos, Cassia Ludmila Paulo Vicente dos; Moreno, Maria Julia Novaes; Schaefer, Katia de Souza e Almeida Bizzo
Este artigo tem como objetivo explorar a relação entre Psicomotricidade, Educação Física escolar e o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), destacando a importância do desenvolvimento psicomotor para o aprendizado infantil de crianças com TEA. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica que apresenta a discussão sobre a importância das práticas psicomotoras nas escolas, com base na Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018) e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (Brasil, 2009), e como essas práticas auxiliam no processo de aprendizagem e no desenvolvimento global das crianças com TEA. Tais práticas promovem estímulos essenciais para o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e sociais, contribuindo para a ampliação da autonomia, da interação com o ambiente e da comunicação. Como conclusão da pesquisa, é considerado que a Psicomotricidade, ao visar a (re)integração do corpo com sua mente e suas emoções, na perspectiva de trabalhar a unidade corporal, contribui significativamente para a formação integral do aluno com TEA, favorecendo aspectos cognitivos, afetivos e motores. Através de atividades lúdicas e psicomotoras, a Educação Física escolar pode contribuir com esse processo no diálogo com a Psicomotricidade ao promover a conscientização corporal, o que também implica no desenvolvimento da lateralidade, postura e ritmo, além de outros fatores que contribuem para o equilíbrio do corpo, como a construção dialógica entre esquema e imagem corporal de forma saudável, respeitando as especificidades do jeito de ser e agir de cada criança com TEA.
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Dominó das interações: uma outra forma de investigar as interações no meio ambiente
(2025) Andrade, Lucas Cesar Oliveira de; Mota, Diego
Este trabalho apresenta o Domínio das Interações, um recurso pedagógico criado com o propósito de despertar, nos estudantes, curiosidade e encantamento pelas relações ecológicas e pelo equilíbrio da vida no planeta. Inspirado em vivências docentes e em uma trajetória dedicada à educação ambiental, o jogo surge como alternativa aos modelos tradicionais de ensino, que por vezes distanciam os alunos da experiência viva com a natureza. Fundamentado em autores como Ausubel, Vygotsky, Paulo Freire e Kishimoto, o material integra ludicidade, mediação dialógica e aprendizagem significativa, promovendo um ambiente em que o conhecimento é construído coletivamente, com afeto, reflexão e colaboração. A aplicação do Domínio das Interações em sala de aula demonstra seu potencial para gerar entusiasmo, cooperação e pensamento crítico, conduzindo os estudantes a compreenderem a ecologia como uma teia de interdependências e fortalecendo o senso de pertencimento à natureza. Ao unir brincadeira, ciência e sensibilidade, este produto educacional reafirma que aprender Ciências pode ser um ato de cuidado, de construção de sentidos e de formação de sujeitos ecológicos capazes de agir de forma consciente e responsável no mundo.
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Mudanças climáticas sob análise : gráficos, arte e a dinâmica dos trabalhos em grupo em sala de aula
(2025) Berto, Joyce de Souza Heringer Cardoso; Perini, Violeta David
Este trabalho apresenta uma sequência didática destinada a turmas do 7º ou 8º ano do Ensino Fundamental, tendo como tema central as mudanças climáticas sob a perspectiva da equidade socioambiental. A proposta tem como objetivo promover a análise crítica dos estudantes acerca dos impactos do aquecimento global, suas causas, consequências e das desigualdades que dele decorrem, articulando os conhecimentos de Ciências a temas contemporâneos como o racismo ambiental e a justiça climática. A metodologia adotada baseia-se em estratégias ativas de ensino, envolvendo a organização dos alunos em grupos colaborativos, o uso de gráficos reais, a divisão de papéis com funções específicas, debates orientados, quiz avaliativo, produção artística e uma mostra informativa em parceria com o Museu da Vida. A prática pedagógica inclui ainda recursos didáticos complementares, como cartões de atividades, gráficos e imagens explicativas e rubrica de avaliação, que visam apoiar o trabalho docente e favorecer o desenvolvimento ude habilidades socioemocionais, entre elas, empatia, cooperação, escuta ativa e responsabilidade coletiva, além de ampliar o repertório conceitual dos alunos sobre as causas e consequências das mudanças climáticas e as desigualdades sociais a elas associadas.