Deleuze: arte, filosofia e devir

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Colégio Pedro II/PROEN/Diretoria de Graduação

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O filósofo francês Gilles Deleuze (1925-1995) compreende a filosofia e a arte como modos distintos de criação do pensamento. Para o autor, pensar se identifica ao ato de criar, de modo que diferentes práticas intelectuais e disciplinas produzem formas próprias de pensamento. Nesse sentido, enquanto a filosofia se ocupa da criação de conceitos, a arte cria perceptos e afectos, constituindo formas singulares de expressão da atividade criadora. A partir dessa perspectiva, este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre arte e filosofia no pensamento em Deleuze, investigando de que maneira essas duas esferas, embora distintas em seus procedimentos, se encontram e se articulam no processo de criação. A pesquisa baseia-se na análise de algumas obras centrais do autor sobre o tema, como “Proust e os signos” (1964), “Diferença e repetição” (1968), “Kafka: por uma literatura menor” (1975), “Mil platôs” (1980), “Conversações” (1990) e “O que é a filosofia?” (1991), além dos textos: “Um manifesto de menos” (1978) e “O esgotado” (1992). Nessas obras, Deleuze compreende a literatura, o teatro e a música como atividades criadoras do pensamento. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter teórico-conceitual, voltada à análise de como diferentes manifestações artísticas participam da produção do pensamento no interior da filosofia deleuziana. Desse modo, o trabalho busca mostrar que, no pensamento em Deleuze, arte e filosofia não se subordinam uma à outra. Ao contrário, constituem campos autônomos que se conectam por meio do ato de criação, revelando o caráter inovador do pensamento em suas múltiplas formas de expressão.

Abstract

The french philosopher Gilles Deleuze (1925-1995) understands philosophy and art as distinct modes of creating thought. For the author, thinking identifies with the act of creating, so that different intellectual practices and disciplines produce their own forms of thought. In this sense, while philosophy is concerned with the creation of concepts, art creates percepts and affects, constituting unique forms of expression of the creative activity. From this perspective, this work aims to analyze the relationship between art and philosophy in Deleuze’s thought, investigating how these two spheres, although distinct in their procedures, meet and articulate in the process of creation. The research is based on the analysis of some of the author’s central works on the subject, such as “Proust and signs” (1964), “Difference and repetition” (1968), “Kafka: toward a minor literature” (1975), “A thousand plateaus” (1980), “Negotiations” (1990) and “What is philosophy?”, as well as the texts: “One less manifesto” (1978) and “The exhausted” (1992). In these works, Deleuze understands literature, theater and music as activities that create thought. Methodologically, it is a bibliographic research of a theoretical-conceptual nature, focused on analyzing how different artistic manifestations participate in the production of thought within deleuzean philosophy. Thus, the work seeks to show that, in Deleuze’s thought, art and philosophy do not subordinate to each other. On the contrary, they constitute autonomous fields that connect through the act of creation, revealing the innovative character of thought in its multiple forms of expression.

Descrição

Palavras-chave

Arte - Filosofia, Criação na Arte, Devir, Rizoma, Deleuze, Gilles, 1925-1995

Citação

NASCIMENTO, Antonio Logelo do. Deleuze: arte, filosofia e devir. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Filosofia). Colégio Pedro II, Pró- Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação, Rio de Janeiro, 2026..

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