A importância do ensino da astronomia dos povos originários para o ensino médio a partir de uma sequência de roteiros didáticos
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Nome da universidade/Departamento
Colégio Pedro II/PROPGPEC
Programa de Formação
Especialização em Ensino de Física
Local
Rio de Janeiro
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Resumo
Este trabalho tem como objetivo principal desenvolver uma sequência de roteiros didáticos como proposta de ensino que valorize a Astronomia dos povos originários do Brasil no Ensino Médio, promovendo a diversidade cultural e a valorização de saberes historicamente marginalizados. A pesquisa parte da compreensão de que a cultura indígena brasileira, rica em conhecimentos astronômicos e práticas relacionadas à observação do céu, foi silenciada ao longo da história pela imposição da cultura eurocêntrica durante e após o processo de colonização. Dessa forma, a escola, enquanto espaço de produção e reprodução de saberes, historicamente reforçou esse silenciamento ao priorizar apenas as visões hegemônicas da ciência, desconsiderando outras formas legítimas de construção do conhecimento. A partir de uma abordagem teórica e historiográfica da ciência, este trabalho propõe a inserção da Astronomia Indígena Brasileira como parte dos conteúdos de Física no Ensino Médio. Destaca-se que os povos originários possuíam métodos sofisticados de observação astronômica, os quais influenciavam diretamente em práticas agrícolas, no calendário e em fenômenos naturais como as fases da Lua, ciclos das marés, entre outros. Essa abordagem dialoga com a Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino públicas e privadas do país. A proposta apresentada neste trabalho se materializa em uma sequência didática teórica, a ser aplicada nas turmas da 1ª série do Ensino Médio. Essa sequência visa integrar os conhecimentos indígenas aos conteúdos de Astronomia presentes na Base Nacional Comum Curricular e demais orientações curriculares, possibilitando aos estudantes o contato com diferentes visões de mundo e formas de produção de conhecimento. Com isso, pretende-se contribuir para a construção de uma educação mais inclusiva, representativa e crítica, reconhecendo a ciência como um campo plural, culturalmente situado e em constante construção.
Abstract
This work aims to develop a teaching proposal that values the Astronomy of the Indigenous peoples of Brazil in high school education, promoting cultural diversity and the appreciation of historically marginalized knowledge. The research is based on the understanding that Brazilian Indigenous culture, rich in astronomical knowledge and sky observation practices, has been silenced throughout history due to the imposition of Eurocentric culture during and after the colonization process. Schools, as spaces for knowledge production and reproduction, have historically reinforced this silencing by prioritizing only hegemonic views of science, disregarding other legitimate forms of knowledge construction. From a theoretical and historiographical approach to science, this work proposes the inclusion of Indigenous Brazilian Astronomy as part of the Physics curriculum in high school. It highlights that Indigenous peoples possessed sophisticated astronomical observation methods that directly influenced agricultural practices, calendars, and natural phenomena such as lunar phases and tidal cycles. This approach aligns with Law No. 11,645/2008, which mandates the teaching of Afro Brazilian and Indigenous history and culture in public and private educational institutions across the country. The proposal presented in this work materializes as a theoretical didactic sequence to be applied in first-year high school classes starting in 2025. This sequence aims to integrate Indigenous knowledge with Astronomy content present in the Brazilian National Common Curricular Base and other curricular guidelines, enabling students to engage with different worldviews and ways of producing knowledge. Thus, it seeks to contribute to the construction of a more inclusive, representative, and critical education, recognizing science as a plural, culturally situated, and constantly evolving field.
Descrição
Palavras-chave
Física (Ensino médio) - Estudo e ensino, Ciências - Estudo e ensino, Astronomia indígena - Brasil, Pluralismo cultural, Povos originários, Sequência didática, Brasil. [Lei n. 11.645, de 10 de março de 2008]
Citação
RIBEIRO, Luciana Ferreira Mendes. A importância do Ensino da Astronomia dos povos originários para o Ensino Médio a partir de uma sequência de roteiros didáticos. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Ensino de Física ) – Pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura, Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 2025.
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