Desejo como ontologia
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Colégio Pedro II/PROEN/Diretoria de Graduação
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Resumo
Este trabalho tem por objetivo trazer mais uma perspectiva conceitual de uma possível ontologia, estando ancorado na filosofia produzida pelos encontros, ora do filósofo Gilles Deleuze (1925 - 1995) e o psicanalista Félix Guattari (1930 - 1992), ora por Deleuze em entrevista com a jornalista Claire Parnet. Deleuze e Guattari, com a capacidade de se misturarem, se apropriarem de diversos campos epistemológicos e produzirem filosofias outras, costuram uma “filosofia da diferença”, em que o devir produtivo é o único imperativo essencial. Durante a produção deste trabalho, aparece, já ao início, a dificuldade que se enfrenta ao se deparar com uma “filosofia da diferença” contendo um sistema conceitual endoconsistente (os conceitos estão interligados e gravitam em torno de um problema), do qual, durante o processo de construção deste texto, esforço-me para evidenciar as definições dos conceitos de máquinas desejantes, corte-fluxo, corpo sem órgãos (CsO), objetos parciais, sínteses passivas e desejo, a fim de apresentar especificamente o conceito de desejo como o Ser que sustenta, segundo esses autores, todas as realidades (não seria melhor falar em “as multiplicidades do real”?). A partir da obra O anti-édipo. Capitalismo e esquizofrenia (Deleuze e Guattari, 2010), se constrói a trilha para a compreensão da realidade explorada neste trabalho, tendo como foco principal a compreensão do conceito de desejo proposto por Deleuze e Guattari. Somente rompendo com a interpretação do conceito de desejo/vontade da tradição filosófica eurocêntrica platônica, schopenhauriana e também com a elaborada pela psicanálise Freudlacaniana, é que será possível apreender a teoria do desejo como uma ontologia deleuzeguattariana. Em síntese, o conceito de desejo proposto por Deleuze e Guattari é a força que produz a realidade e a modifica incessantemente sobre um estado de abertura de possibilidades, o corpo sem órgãos (CsO), em que as máquinas desejantes e os objetos parciais se instalam e se agenciam através das sínteses passivas, produzindo assim, uma realidade múltipla.
Descrição
Palavras-chave
Desejo (Filosofia), Ontologia
Citação
PENNA, Luiz Eduardo Velasco. Desejo como ontologia. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Filosofia). Colégio Pedro II, Pró-Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação, Rio de Janeiro, 2025.
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