Etnografia fílmica em primeira pessoa: autodefinição, memória e interseccionalidade de mulheres negras trabalhadoras para o ensino de Sociologia

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Colégio Pedro II/PROEN/Diretoria de Graduação

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Resumo

Este trabalho apresenta uma etnografia fílmica com enfoque interseccional nas categorias de raça, gênero e classe, por meio da produção de imagens autodefinidas de mulheres negras trabalhadoras da área da costura. A pesquisa busca responder à pergunta: Qual é a relevância dessas representações para a construção de um ensino crítico de Sociologia? A proposta nasce de experiências vividas pela autora e suas familiares – mulheres negras que atuaram como costureiras e arrematadeiras em fábricas da Baixada Fluminense (RJ) ou em casa, e é desenvolvida com base na escrevivência, na história oral e no método etnográfico. A fundamentação teórica reúne autores clássicos como Bronislaw Malinowski, James Clifford, Karl Marx, Émile Durkheim, Pierre Bourdieu, Florestan Fernandes e Gilberto Velho, além de intelectuais do Pensamento Feminista Negro como Patricia Hill Collins, Angela Davis, Lélia González e Sueli Carneiro, que contribuem para a compreensão da matriz de dominação e das imagens de controle que moldam as representações sociais das mulheres negras. O trabalho propõe a utilização do audiovisual produzido pela autora como ferramenta pedagógica para o ensino de Sociologia no Ensino Médio, integrando referências do cinema negro brasileiro, de etnografias fílmicas e da Antropologia Visual. A reflexão é ancorada nas Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam da obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Ao apresentar um filme etnográfico como produto pedagógico, o estudo demonstra como o audiovisual pode desconstruir estereótipos, promover autorrepresentações e contribuir para uma educação antirracista, crítica e transformadora. Em suma, este trabalho trata-se de uma homenagem às mulheres negras trabalhadoras, cujas histórias, saberes e resistências oferecem potentes caminhos para repensar o ensino das Ciências Sociais e disputar narrativas no campo simbólico.

Abstract

This work presents a filmic ethnography with an intersectional focus on the categories of race, gender, and class, through the production of self-defined images of Black women working in the sewing industry. The research seeks to investigate the relevance of these representations for the construction of a critical Sociology teaching. The proposal arises from the experiences of the author and her family members – Black women who worked as seamstresses and finishers in factories in Baixada Fluminense (RJ) or at home – and is developed based on written experience, oral history, and the ethnographic method. The theoretical foundation brings together classical authors such as Bronislaw Malinowski, James Clifford, Karl Marx, Émile Durkheim, Pierre Bourdieu, Florestan Fernandes, and Gilberto Velho, as well as intellectuals of Black Feminist Thought such as Patricia Hill Collins, Angela Davis, Lélia González, and Sueli Carneiro, who contribute to the understanding of the matrix of domination and the images of control that shape the social representations of Black women. One proposes the use of the audiovisual material produced by the author as a pedagogical tool for teaching Sociology in high school, integrating references from Black Brazilian cinema, film ethnographies, and Visual Anthropology. The reflection is grounded in Laws 10.639/2003 and 11.645/2008, which address the mandatory teaching of African, Afro-Brazilian, and Indigenous history and culture. By presenting an ethnographic film as a pedagogical product, one demonstrates how audiovisual material can deconstruct stereotypes, promote self-representation, and contribute to an anti-racist, critical, and transformative education. In short, this study is a tribute to Black working women, whose stories, knowledge, and resistance offer powerful pathways for rethinking the teaching of Social Sciences and challenging narratives in the symbolic realm.

Descrição

Palavras-chave

Negras - Brasil - Condições sociais, Trabalho - Aspectos sociais, Sociologia (Ensino médio) - Estudo e ensino, Feminismo

Citação

RAMOS, Bruna Marques. Etnografia fílmica em primeira pessoa: autodefinição, memória e interseccionalidade de mulheres negras trabalhadoras para o ensino de Sociologia. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciência Sociais). Colégio Pedro II, Pró-Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação, Rio de Janeiro, 2025.

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