“Hoje é o meu momento! Hoje ninguém mexe comigo!": o corpo da mulher negra nos espaços do carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro

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Colégio Pedro II/PROEN/Diretoria de Graduação

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A hipersexualização da mulher negra é um símbolo de uma história marcada pela colonização e pela internalização de suas práticas, transformando a mulher negra em um ser que sofre duplamente o processo de racismo e machismo de forma simultânea perante a sociedade (Gonzalez, 2020). Uma das formas de expressão desta hipersexualização é a exploração da exposição do corpo. Sendo o Carnaval uma festa popular enraizada na cultura carioca, capaz de subverter diversos paradigmas e promover a quebra de expectativas e abalos no que se entende enquanto moralismo, a nudez da mulher negra torna-se um de seus grandes símbolos. A figura da “mulata” é exaltada enquanto rainha, musa e inspiração da festa, do samba e da cultura carnavalesca. Sua exaltação é frequentemente expressa na exposição do corpo, atributo que compõe as fantasias características de passistas e rainhas de bateria durante as suas performances. É nos múltiplos espaços do Carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro que esses corpos assumem significados também múltiplos. Estes espaços podem ser entendidos desde o lugar onde os desfiles acontecem, a Marquês de Sapucaí, até as quadras das escolas e muitos outros espaços onde essas personalidades circulam. Nesses espaços, analisados aqui em sua carga simbólica, estão em disputa não só o título de ganhadora do ano, como também os próprios sentidos do corpo e da cultura popular carioca numa lógica capitalista que transforma tudo em mercadoria, até mesmo os corpos femininos, principalmente negros. Esses, objetificados no imaginário social, reclamam a sua autonomia na defesa da arte, da cultura e da luta para trazerem o título para a sua escola de samba.

Abstract

Abstract The hypersexualization of black women is a symbol of a history marked by colonization and the internalization of its practices, transforming black women into beings who suffer the process of racism and machismo simultaneously in society (Gonzalez, 2020). One of the ways in which this hypersexualization is expressed is through the exploitation of the body. Since Carnival is a popular festival rooted in Rio culture, capable of subverting various paradigms and promoting the breaking down of expectations and shaking up what is understood as moralism, the nudity of black women becomes one of its great symbols. The figure of the “mulatto” is exalted as the queen, muse and inspiration of the party, samba and carnival culture. Her exaltation is often expressed in the exposure of the body, an attribute that makes up the characteristic costumes of passistas and drum queens during their performances. It is in the multiple spaces of Rio de Janeiro's Carnival samba schools that these bodies take on multiple meanings. These spaces can be understood from the place where the parades take place, the Marquês de Sapucaí, to the schools' courts and many other spaces where these personalities circulate. In these spaces, analyzed here in their symbolic charge, not only the title of winner of the year is in dispute, but also the very meanings of the body and popular culture in Rio in a capitalist logic that turns everything into merchandise, even female bodies, especially black ones. These, objectified in the social imaginary, claim their autonomy in the defense of art, culture and the fight to bring the title to their samba school.

Descrição

Palavras-chave

Carnaval - Rio de Janeiro (RJ), Negras - Brasil - Condições sociais, Mulheres negras

Citação

SILVA, Yasmin Faleiro Nunes da. “Hoje é o meu momento! Hoje ninguém mexe comigo!": o corpo da mulher negra nos espaços do carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Geografia). Colégio Pedro II, Pró-Reitoria de Ensino, Diretoria de Graduação, Rio de Janeiro, 2025.

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